Corinthians enfrenta instabilidade técnica sob gestão de Augusto Melo
São Paulo, abril de 2025 – O Corinthians está passando por um momento crítico, com uma taxa de troca de técnicos que chega a cada cinco meses na gestão do presidente Augusto Melo. A recente tentativa de contratação de Dorival Júnior, depois de uma negociação frustrada com Tite, mostra a pressão por resultados imediatos no clube do Parque São Jorge.
Crise e a pressão por resultados imediatos
A gestão de Augusto Melo já enfrentou quatro mudanças de comando técnico. Nos últimos dias, as reuniões entre o executivo Fabinho Soldado e o empresário Edson Khodor indicam que um contrato com Dorival Júnior pode ser fechado até dezembro de 2026. O projeto apresentado ao novo técnico suggest que o clube pretende quitar dívidas e formar um elenco competitivo para os próximos anos, uma ação além da necessária estabilidade após a saída de Ramón Díaz e a interinidade de auxiliares.
Negociação com Tite e a falta de plano B
Augusto Melo compartilhou detalhes sobre a negociação com Tite, que foi interrompida devido a problemas de saúde do treinador. "Estava tudo pronto para ele assumir, mas a prioridade agora é o bem-estar dele. A família já tinha malas prontas para vir a São Paulo", afirmou Melo. Esta situação expõe a vulnerabilidade do clube ao não ter um plano B eficaz, acentuando a crise no Corinthians.
Política de retenção com Rodrigo Garro
O meia argentino Rodrigo Garro apareceu como símbolo das novas diretrizes de contratações. Melo destacou que recusou "propostas irrecusáveis" para o jogador, desejando sua permanência por até três anos. "Mostrei que ele pode ser convocado pela Argentina se continuar assim", disse o presidente, evidenciando a estratégia de valorizar os ativos do clube e evitar perdas financeiras para o curto prazo.
Dorival Júnior: experiência como chave para o futuro
As discussões com o ex-técnico da seleção brasileira evoluem, com foco em detalhes financeiros. O Corinthians oferece a Dorival um projeto até o fim do mandato de Augusto Melo (dezembro de 2026), que inclui a liberdade para montar sua comissão técnica e indicar novos reforços. Esse enfoque é um reflexo da busca por um especialista que já tenha experiência no futebol brasileiro.
"O momento exige um técnico que conheça o futebol brasileiro. Não podemos arriscar adaptações demoradas", afirmou Augusto Melo durante coletiva.