Corinthians discute direito a voto para torcedores em audiência
A audiência pública de reforma do estatuto do Corinthians ocorreu no auditório da Neo Química Arena, contando com um comparecimento maior do que o primeiro encontro realizado anteriormente. O foco principal do encontro foi o direito a voto para os sócios-torcedores nas eleições para presidente do clube.
Os conselheiros, associados e torcedores apresentaram diversas propostas durante a reunião. Todos concordaram que, de acordo com a legislação atual, os integrantes do programa Fiel Torcedor merecem ter direito a voto. No entanto, as discussões geraram divergências em relação a valores de contribuição, tempos mínimos para que os torcedores pudessem votar e regras específicas, como a elegibilidade retroativa para aqueles que já participam do programa.
Houve sugestões para que a frequência mínima de comparecimento aos jogos tenha um papel nas regras de elegibilidade para o voto, uma proposta que encontrou resistência, principalmente por parte do presidente do Conselho Deliberativo, Romeu Tuma Júnior, que argumentou que tal medida poderia limitar a participação dos torcedores. Alguns oradores defenderam ainda que os sócios-torcedores também tivessem o direito de votar na escolha de conselheiros, além da presidência.
A audiência contou com a presença de cerca de 100 pessoas, um número significativo comparado ao primeiro encontro realizado no Parque São Jorge. O presidente Tuma, diante da unanimidade entre os oradores sobre o tema do direito ao voto, sugeriu à Comissão de Reforma Estatutária que a proposta anterior, que negava esse direito aos sócios-torcedores, fosse retirada do texto a ser votado. O anteprojeto possui três opções de redação, sendo uma delas a manutenção do estatuto atual, que não concede o direito de voto aos sócios-torcedores.
— Diante de tudo o que eu vi, que se elimine a proposta de não votar. Ninguém propôs que não vote. Temos que ter duas propostas, em qualquer uma delas o fiel torcedor possa votar. Ninguém veio falar contra, por que vai ter proposta que fala que o Fiel não vai votar? — disse Tuma.
Originalmente, a votação referente à reforma estatutária no Conselho Deliberativo estava agendada para 24 de novembro, mas foi adiada para permitir mais discussões. A proposta apresentada anteriormente por Tuma não teve apoio suficiente para ser aprovada. Assim, foi decidido que um ciclo de audiências públicas seria realizado do final deste ano até o início de 2026, abordando diversas seções do texto de reforma. A votação no Conselho Deliberativo está prevista para fevereiro.