A vaga na final da Copa do Brasil foi conquistada do jeito que o torcedor do Corinthians está acostumado: no sofrimento! A derrota por 2 a 1 no tempo normal levou a decisão em Itaquera para os pênaltis, onde a estrela de Hugo Souza brilhou para classificar o time paulista para a oitava decisão do principal campeonato mata-mata do país.
Mas não foi apenas o camisa 1 que teve protagonismo nessa história, que começou a ser escrita na última quarta-feira (10), com a vitória por 1 a 0 no Mineirão. Dorival Júnior teve papel fundamental nas alterações após o intervalo, mudando completamente a postura dentro de campo. Fora dele, o 12º jogador alvinegro fez a diferença. Veja os cinco fatores da classificação do Corinthians para a final da Copa do Brasil.
1. Brilha a estrela de Hugo Souza!
Hugo Souza roubou as atenções nas penalidades máximas. Afinal, o Cruzeiro dependia apenas de um gol de Gabriel Barbosa, o Gabigol, para avançar de fase, mas o camisa 1 pegou a cobrança. Depois, também defendeu a penalidade de Wallace, garantindo o alvinegro na final.
Mas não foi apenas nos pênaltis que o goleiro apareceu. No primeiro tempo, quando o Cruzeiro teve amplo domínio, Hugo Souza fez, pelo menos, três defesas importantes que mantiveram o Corinthians vivo na partida, apesar da derrota parcial por 1 a 0 antes do intervalo.
2. Dorival Júnior acerta o time no intervalo
Percebendo as dificuldades do Corinthians nos 45 minutos iniciais, Dorival Júnior mexeu no time. Rodrigo Garro e Raniele entraram para dar mais sustentação ao meio de campo e mais criatividade no ataque. E funcionou. O argentino teve duas boas chances de balançar as redes, enquanto o volante ajudou na marcação de Matheus Pereira, dificultando a criação das jogadas ofensivas do Cruzeiro.
3. Mudança de postura no segundo tempo
Os jogadores do Corinthians tiveram papel importante na forma que o jogo se desenhou nos últimos 45 minutos. Depois de, praticamente, assistirem o Cruzeiro dominar o primeiro tempo, os alvinegros voltaram com outra postura para a etapa final. Tanto é que, além do gol, o Corinthians acertou a trave duas vezes.
4. Matheus Bidu e a “lei do ex”
A famosa "lei do ex" parece não falhar em jogos decisivos. Jogador do Cruzeiro em 2022, o lateral se transferiu para o Corinthians no ano seguinte e foi fundamental na classificação para a final da Copa do Brasil. Além do gol que levou a decisão para os pênaltis, Bidu acertou o travessão após uma meia bicicleta e foi a principal válvula de escape alvinegra no segundo tempo.
5. Caldeirão em Itaquera
A Neo Química Arena recebeu um grande público para acompanhar a classificação alvinegra diante do Cruzeiro: 46.946 pagantes que empurram o Corinthians à uma virada histórica. Acostumada ao sofrimento durante os 90 minutos, a Fiel teve que prorrogar a angústia para as cobranças de pênaltis, que terminaram com um final feliz para os alvinegros.