Youtuber americano é preso em São Paulo por investigação de crimes sexuais
Floyd L. Wallace Jr., conhecido por seus confrontos com a polícia nos Estados Unidos, foi preso na última segunda-feira (22) em São Paulo, no bairro da Liberdade. As investigações revelaram que ele estava sob suspeita de aliciar e explorar sexualmente crianças e adolescentes no Rio de Janeiro usando aplicativos de transporte, perfis falsos e redes sociais.
O norte-americano é lembrado por seu canal no YouTube, denominado “Omaha Copwatch”, onde se apresenta como fotógrafo e defensor da Primeira Emenda da Constituição americana. Ele usava a plataforma para registrar abordagens policiais, alegando exercer seus direitos, enquanto acumulava um longo histórico criminal nos Estados Unidos, que inclui resistência à prisão e agressão a agentes de segurança.
Wallace, nascido no dia 17 de dezembro de 1995, possui passagens legais em mais de 13 estados americanos e é considerado um indivíduo de alta periculosidade. A investigação que culminou em sua prisão no Brasil começou após um alerta do Ciberlab, órgão do Ministério da Justiça brasileiro, que indicou a possível exploração sexual de menores por um cidadão estrangeiro.
O ponto de partida das investigações foi uma denúncia feita por um motorista de aplicativo no Rio que, em 8 de dezembro de 2025, transportou duas meninas menores que afirmaram estar indo encontrar um homem mais velho, o que levantou suspeitas sobre a situação.
Após a revelação de que o usuário identificado como “Terry William” era, na verdade, Floyd L. Wallace Jr., as autoridades brasileiras solicitaram a prisão do youtuber quando ele se deslocou para São Paulo. Com a possibilidade de fuga do país, a Justiça autorizou ações de busca e apreensão que levaram à sua detenção.
Durante a operação, a polícia apreendeu diversos dispositivos eletrônicos, incluindo celulares, um notebook e cartões de memória, evidenciando a natureza de suas atividades no Brasil. Wallace é investigado por crimes como estupro de vulnerável e favorecimento à exploração sexual infantil, cujas penas podem somar até 34 anos de prisão.
A investigação está em andamento para identificar outras potenciais vítimas e possíveis cúmplices, além de verificar se crimes semelhantes foram cometidos em outros países.
Com essa detenção, as autoridades reforçam a luta contra a exploração sexual de crianças e adolescentes, um problema alarmante que requer vigilância contínua e ações coordenadas.

