Celular esquecido ajuda a desvendar roubo de diamantes no Paraná
Um celular deixado no local em que R$ 15 milhões em diamantes foram roubados auxiliou a Polícia Civil (PC-PR) a investigar o crime. O fato ocorreu em Londrina no dia 18 de novembro de 2024, quando quatro homens se identificaram como policiais e abordaram um carro ocupado por três vítimas provenientes do estado de São Paulo.
De acordo com o delegado Mozart Rocha Gonçalves, o aparelho pertencia a um policial militar que posteriormente foi preso preventivamente, suspeito de participar do roubo. Em uma operação recente, a polícia prendeu cinco pessoas, entre elas dois policiais militares, em cumprimento a mandados de prisão, busca e apreensão e sequestro de bens. As ações ocorreram em Londrina, Ibiporã (PR), Bauru (SP) e São Paulo, mas os nomes dos envolvidos não foram divulgados.
Durante a abordagem, o grupo de assaltantes fugiu em um carro prata. Conforme o delegado, durante a execução do crime, o policial militar deixou cair seu celular na rua. A coleta do aparelho foi realizada pela própria instituição da Polícia Militar e, respeitando a cadeia de custódia, entregou-o à Polícia Civil, o que deu início a uma investigação aprofundada.
A análise do celular revelou a existência de um grupo em um aplicativo de mensagens, denominado "Pit Bull Missão". As conversas desse grupo não apenas confirmaram a natureza do roubo, mas também revelaram uma divisão de tarefas e um planejamento detalhado entre os envolvidos. O esquema de atuação se dividia em:
- Executores: Quatro indivíduos responsáveis pela abordagem direta às vítimas.
- Rede de apoio: Um suspeito que agiu como isca para atrair as vítimas e um mentor que coordenava as ações e auxiliava na fuga.
- Base operacional: Um casal que possuía uma autoescola utilizada como quartel-general para a organização do crime, troca de vestimentas e ocultação de veículos.
Na operação que prendeu os suspeitos, o delegado explicou que mandados de busca também foram expedidos às vítimas do roubo. Em uma das residências, foram encontrados R$ 11.692.000,00 em cheques. A Polícia Civil do Paraná investiga indícios de lavagem de dinheiro, visto que as vítimas não esclareceram a procedência dos diamantes ou os motivos da reunião em Londrina.
A origem das pedras preciosas continua sendo investigada, e o caso segue em andamento, com a expectativa de que novos detalhes surjam nas próximas etapas da apuração.