Barueri é a cidade mais cara para viver de aluguel no Brasil
A cidade de Barueri, localizada na Região Metropolitana de São Paulo, ocupa a primeira posição no ranking das cidades mais caras para aluguel no Brasil. Segundo o Índice FipeZAP, o custo médio mensal do aluguel na cidade é de R$ 70,35 por metro quadrado, refletindo uma tendência observada em um levantamento que abrange 36 cidades brasileiras.
O estudo, que analisa o preço médio de locação de apartamentos prontos, revela que Barueri ultrapassou outras cidades em termos de custo de aluguel. Em segundo lugar, está Belém (PA), com um valor médio de R$ 63,69 por metro quadrado. Próxima na lista, São Paulo (SP) apresenta um custo de R$ 62,56 por metro quadrado. No extremo oposto, Pelotas (RS) tem o aluguel mais barato do país, com apenas R$ 22,42 por metro quadrado.
Para exemplificar, um imóvel de 50 metros quadrados em Barueri está avaliado, em média, em R$ 3.517,50, um aumento considerável em comparação aos R$ 3.270 registrados em 2024. Os dados indicam um aumento contínuo nos aluguéis, colocando Barueri no topo desde 2022, um reflexo do investimento da cidade em propriedades de alto padrão, especialmente durante a pandemia de COVID-19. Nesse contexto, o bairro de Alphaville se destaca como um impulsionador da valorização dos imóveis.
O Índice FipeZAP, que fornece essas informações, monitorou e analisou os preços de locação em 36 cidades, incluindo 22 capitais. A pesquisa realizada em dezembro de 2025 mostra que, de forma geral, o preço médio dos novos contratos de aluguel é de R$ 50,98 por metro quadrado, resultando em um custo médio de aproximadamente R$ 2.549 para apartamentos de 50 metros quadrados.
Em 2025, os novos contratos de aluguéis residenciais aumentaram, em média, 9,44%. Este índice ficou abaixo dos 13,50% registrados em 2024, mas ainda consideravelmente acima da inflação oficial, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), que durante o mesmo período foi de 4,26%. Esse cenário reflete uma alta real nos novos aluguéis, que, descontando a inflação, ficou em 4,97%.
A economista Paula Reis, do Grupo OLX, afirma que o crescimento contínuo dos aluguéis, acima da inflação, está relacionado à força do mercado de trabalho e à vitalidade da economia brasileira. Reis salienta que a depreciação real dos aluguéis, observada durante a pandemia, já foi compensada, possibilitando ajustes de valores. Com a taxa de desemprego em 5,2%, a menor desde 2012, a expectativa para o primeiro semestre de 2026 é de que os reajustes continuem, embora em ritmo decrescente.
Além disso, o estudo do Índice FipeZAP também aponta que somente dois municípios mostraram uma queda nos preços médios dos aluguéis: Campo Grande (MS), com uma diminuição de 4,36%, e São José (SC), com 3,10%. Observando as capitais, as maiores elevações foram em Teresina (PI), com 21,81%; Belém (PA), com 17,62%; Aracaju (SE), com 16,73%; e Vitória (ES), com 15,46%. Assim, Teresina se destaca como a capital que apresenta a maior alta no cenário de aluguéis.