O Diário de Pilar na Amazônia promove reflexão sobre preservação
O filme O Diário de Pilar na Amazônia estreia nas salas de cinema nesta quinta-feira, dia 12 de outubro, e traz uma mensagem urgente sobre a preservação da floresta amazônica. Baseada na série de livros da autora Flávia Lins e Silva, a produção tem como objetivo levar crianças a refletirem sobre a proteção ambiental e a importância do engajamento em questões ecológicas.
A trama gira em torno da protagonista Pilar, uma garotinha curiosa e aventureira, que embarca numa jornada mágica pela Amazônia. O filme apresenta uma combinação encantadora de aventura e magia, e destaca a beleza da floresta, além da necessidade de ações locais e globais para a conservação.
Flávia Lins e Silva, que também assina o roteiro do filme ao lado de João Costa Van Hombeeck, destaca a relevância de falar sobre a Amazônia:
"Começamos pela Amazônia, não pela Grécia, pois queríamos filmar no Brasil, mostrar o lugar encantador que é a floresta. Há essa urgência de falar da Amazônia, falar com as crianças para que se engajem."
O fenômeno Pilar, que já ganhou várias adaptações, começou sua jornada em 2001 com o livro As peripécias de Pilar na Grécia. Desde então, a personagem viajou por destinos como Egito, Machu Picchu, África e China, e sua série de livros vendeu mais de 800 mil cópias em oito países.
A produção cinematográfica também explora questões sociais e ambientais. No enredo, Pilar é acompanhada por seu amigo Breno, interpretado por Miguel Soares, e juntos conhecerão Maiara (interpretada por Sophia Ataíde), uma ribeirinha que teve sua comunidade devastada por madeireiros. Juntos, eles enfrentam a missão de encontrar a família de Maiara, que desapareceu em um incêndio criminoso.
Filmado em locais como Alter do Chão e Belém, no Pará, o filme proporcionou uma atmosfera descontraída durante as gravações, segundo o diretor Duda Vaisman, que menciona a diversão e o aproveitamento da beleza do ambiente natural.
"A gente pegava as canoas e ia remando para ver o pôr do sol, íamos nos restaurantes ribeirinhos. Tudo correu da melhor maneira possível."
O filme também se destaca pela sua trilha sonora, que traz elementos da cultura local, além de apresentar seres mitológicos da floresta, como a Yara e o Curupira. O diretor afirma que a produção pretende proporcionar uma e que o relato é essencial para conhecer, preservar e amar essa rica biodiversidade.