Sport ainda tem dívida por serviços de Thiago Couto
A transferência do goleiro Thiago Couto para o Sport Club do Recife continua a ser uma questão pendente nos bastidores do futebol brasileiro. Firmada em dezembro de 2023, a aquisição de Couto, criada a partir de uma tradicional relação entre o São Paulo e o Sport, ainda não foi quitada na sua totalidade. O valor total da negociação foi de R$ 2,5 milhões, mas, ao que tudo indica, ainda restam R$ 400 mil a serem pagos.
A operação pela compra dos direitos econômicos do goleiro foi dividida em duas partes. A primeira parte envolveu 50% dos direitos de Couto, comprados por R$ 1,8 milhão. Este valor foi estruturado em três parcelas: a primeira de R$ 500 mil foi paga no ato da negociação, enquanto as outras duas parcelas – de R$ 650 mil cada – estão agendadas para os dias 1 de julho de 2024 e 1 de dezembro de 2024.
O Sport já quitou a primeira parte do acordo, conforme evidenciado pelos extratos bancários que indicam a movimentação financeira. Contudo, a segunda parte da negociação, que se refere à aquisição de mais 15% dos direitos do goleiro, ainda permanece em aberto. Esse pagamento de R$ 700 mil era previsto para ocorrer em parcelas após a confirmação do acesso do Sport à Série A, alcançado em 2025.
A situação economica do Sport se complicou ainda mais com a renúncia do presidente Yuri Romão em dezembro do último ano, o que deixou o pagamento da dívida pendente para a nova gestão de Matheus Souto Maior, que ainda não enfrentou a questão. Em um momento em que o clube se encontra em crise financeira, a situação se torna ainda mais delicada.
Recentemente, o departamento de comunicação do clube foi contatado para se posicionar sobre a dívida, mas informou que apenas faria uma declaração oficial por meio do site do clube.
Enquanto isso, Thiago Couto treina com o elenco principal do Sport desde o meio da semana, retornando de um empréstimo ao Vitória, onde não conseguiu se firmar. Ele conta com contrato definitivo até o final de 2027, mas pode estar a caminho de um novo empréstimo para o Remo, que compete na Série A deste ano. Internamente, já se sabe que o jogador almeja mudanças em sua carreira, buscando novos horizontes longe do Sport, onde atuou apenas em 11 jogos em dois anos.
Este cenário evidência não apenas a complexidade das transações financeiras entre clubes, mas também a responsabilidade das gestões na administração correta das finanças, que muitas vezes se tornam um verdadeiro jogo no mundo do futebol.