Movimentações políticas no Rio: a corrida pelo Centrão
Nas próximas eleições para o governo do Rio de Janeiro, a disputa está aquecida, especialmente entre os candidatos Douglas Ruas (PL) e Eduardo Paes (PSD), que já estão em uma intensa corrida para atrair o apoio do Centrão. Esses partidos, que incluem siglas como PP, União Brasil e Republicanos, estão sendo vistos como fundamentais para garantir a competitividade nas urnas.
A divisão entre apoiar um dos dois candidatos é clara. Douglas Ruas busca alianças com partidos robustos, enquanto Eduardo Paes fortalece suas conexões com lideranças do Progressistas, um dos partidos mais influentes no cenário estadual. A escolha do candidato a ser apoiado dependerá, em grande parte, do desenrolar da política local e da possível saída de Cláudio Castro, atual governador, para concorrer a uma vaga no Senado.
Segundo informações, Ruas é considerado a melhor aposta do PL para conseguir abrir palanque para o senador Flávio Bolsonaro. No entanto, o secretário estadual de Cidades, que também pretende se reeleger como deputado estadual, só se lançará à candidatura ao governo se tiver garantias sólidas de apoio. Essa condição refere-se, em grande medida, à necessidade de uma aliança com os partidos mais influentes do estado.
Entre o PP e o União Brasil, que planejam formar uma federação partidária, Ruas reconhece a importância de contar com esses aliados. Ele acredita que sua união com os Republicanos também poderá gerar um efeito de arrasto, possibilitando que siglas menores, como o Solidariedade e o PSDB, se unam à campanha, ajudando a ampliar seu alcance.
Do lado de Paes, as negociações com três lideranças do PP são claras. O deputado federal Doutor Luizinho, o prefeito de Campos dos Goytacazes, Wladimir Garotinho, e o ex-prefeito de Nova Iguaçu, Rogério Lisboa, têm sido os principais interlocutores no âmbito da aliança. Lisboa, por sua vez, é um forte candidato a uma vaga de vice na chapa de Paes, o que reforça ainda mais a força do Progressistas no estado.
Enquanto isso, Paes tem visitado cidades onde o governo atual já tem aliados, o que ajuda a consolidar ainda mais seu apoio local. No entanto, a situação de Ruas é mais delicada, pois muitos em seu círculo acreditam que ele tem mais a perder caso entre na corrida sem um respaldo significativo. Seu objetivo primário é garantir uma reeleição como deputado, dado que as leis proíbem sua candidatura à prefeitura de São Gonçalo, onde seu pai, Capitão Nelson, é o atual prefeito.
Os desafios políticos são complexos: Ruas deve considerar sua relevância eleitoral e as consequências de uma perda. Suas pesquisas internas já mostram que associar seu nome à família Bolsonaro e ao governo atual o beneficia nas preferências eleitorais.
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