Medidas de segurança são reforçadas no Palácio do Planalto
O Gabinete de Segurança Institucional (GSI) tomou a decisão de recolocar grades ao redor do Palácio do Planalto como uma medida de segurança direcionada ao protesto que está sendo liderado por Nikolas Ferreira, deputado federal do PL-MG, em apoio ao ex-presidente Jair Bolsonaro. O evento, que se originou em Minas Gerais, tem seu término programado para Brasília e ocorre em um momento de alerta da Polícia Rodoviária Federal (PRF) sobre os riscos relacionados à aglomeração de pessoas.
A manifestação, que já está acontecendo há seis dias, faz parte de uma caminhada que cobre uma distância de aproximadamente 240 km, culminando na capital do país. Em uma nota oficial, o GSI destacou que a reposição das grades se insere nos protocolos de segurança que cercam o Palácio do Planalto, estabelecendo que tais medidas visam reforçar a segurança em tempos de manifestações na área.
Com a possibilidade de que outras manifestações ocorram em locais adjacentes à sede do poder executivo, o GSI reiterou a importância de utilizar as grades como uma forma de proteção adicional. Além disso, a PRF emitiu alertas sobre os riscos associados a aglomerações, enfatizando que o aumento do número de pessoas pode levar a incidentes indesejados durante o trajeto até Brasília. A polícia também registrou relatos de ferimentos entre os participantes das mobilizações.
Na sexta-feira, o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou ao governo do Distrito Federal que procedesse com a remoção de acampamentos instalados nas proximidades do Complexo Penitenciário da Papuda. Esta ação segue um pedido feito pela Procuradoria-Geral da República (PGR), após apoiaradores do ex-presidente terem montado barracas no local. O acampamento mostrou faixas contendo pedidos de anistia, refletindo o sentimento dos participantes em relação à situação política atual.
Desde o dia 15 de janeiro, Jair Bolsonaro está custodiado no 19º Batalhão de Polícia Militar, um edifício vizinho ao complexo penitenciário, atualmente denominado Papudinha. A decisão de Moraes para a remoção dos acampamentos emerge como uma resposta à crescente pressão sobre as autoridades e à necessidade de assegurar a ordem pública em um momento de tensão social e política.
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