Trump pressiona Canadá com ameaças comerciais em meio a riscos globais
O Fórum Econômico Mundial, realizado esta semana em Davos, na Suíça, trouxe à tona preocupações sobre os riscos econômicos globais, com líderes políticos e econômicos alertando sobre as tensões crescentes entre nações. Donald Trump, presidente dos Estados Unidos, fez declarações contundentes que podem intensificar ainda mais as incertezas no comércio internacional. Durante o evento, foram destacados os impactos das ameaças tarifárias e do crescente protecionismo.
A economia global, apesar de mostrar resiliência no último ano, ainda é afetada por decisões e medidas drásticas. O FMI, recente na revisão de sua previsão de crescimento mundial, repetidamente enfatiza que o crescimento do PIB, embora levemente otimista, não é suficiente para conter as preocupações com a alta dívida pública que já se iguala a 100% do PIB global.
A presidente do FMI, Kristalina Georgieva, alertou sobre as dificuldades enfrentadas por países que já operam com níveis de endividamento acima da média global, indicando que a recuperação está longe de ser garantida. Esse cenário é ainda agravado pelas tensões entre os EUA e a China, que, segundo especialistas, geram um ambiente de instabilidade para investimentos e comércio.
Satya Nadella, CEO da Microsoft, também se manifestou em Davos sobre os investimentos em inteligência artificial (IA), que correm o risco de se tornar uma bolha se não houver um uso eficaz que promova produtividade de forma ampla, transcendendo apenas os gigantes da tecnologia. Entre as previsões, 53% dos economistas consultados projetam um enfraquecimento das condições econômicas globais para o futuro próximo.
O pânico no mercado é refletido na valorização do ouro, tradicionalmente visto como um ativo seguro em tempos de incerteza.
A tensão entre Washington e Pequim é um ponto central da discussão, especialmente com as implicações do aumento das tarifas sobre produtos chineses na Europa, onde diversas preocupações sobre a inundação de produtos chineses no mercado precisam ser abordadas, dada a dependência de subsídios por parte dos produtores chineses.
Por outro lado, Christine Lagarde, presidente do Banco Central Europeu, enfatizou, em um painel, a importância de abordar a desigualdade que está crescendo em ritmo acelerado. A falta de atenção a esses problemas pode resultar em consequências graves para a estabilidade social e econômica.
As ações da administração Trump também levantam preocupações acerca da influência política sobre instituições financeiras, como evidenciado pela recente demanda contra o JP Morgan e o Federal Reserve, criando um clima de apreensão sobre a independência de bancos centrais fundamentais.
Em conclusão, a desigualdade econômica, o impacto da IA nos mercados de trabalho e as tensões geopolíticas permanecem no centro das discussões no Fórum Econômico Mundial, refletindo um cenário complexo e desafiador que dirigentes em todo o mundo precisam enfrentar.