Cirurgia plástica durante a menopausa: saiba o que considerar
Especialistas explicam como mudanças hormonais influenciam segurança, recuperação e resultados.
A cirurgia plástica na menopausa tem ganhado destaque, impulsionada por uma mudança de mentalidade que prioriza o bem-estar e a funcionalidade do corpo. Com isso, muitas mulheres nessa fase da vida têm buscado procedimentos cirúrgicos para melhorar não apenas a estética, mas também a qualidade de vida e a relação com a própria imagem.
De acordo com especialistas, é fundamental preparar o organismo para esse tipo de intervenção, levando em conta as alterações hormonais que podem afetar o metabolismo, a pele e a recuperação. A colaboração entre ginecologia e cirurgia plástica é considerada essencial para garantir resultados seguros e previsíveis, com foco em protocolos hormonais individualizados.
Os procedimentos mais procurados incluem abdominoplastia, lipoaspiração, lipo HD e transferência de gordura. Essa tendência reflete não apenas a busca por um corpo mais definido, mas também o desejo de promover bem-estar e autoaceitação em uma fase marcada por transformações biológicas significativas.
A cirurgiã plástica Heloise Manfrim, membro da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica, explica que preparar o corpo para a cirurgia é tão importante quanto a técnica utilizada. Durante a menopausa, a queda dos níveis de estrogênio e progesterona impacta diretamente diversos aspectos, como a distribuição de gordura, a elasticidade da pele e a capacidade de cicatrização.
Articulando os cuidados entre ginecologia e cirurgia plástica, a Dra. Ana Paula Fabricio, ginecologista especializada em Medicina Estética, ressalta que um protocolo de readequação hormonal pode aprimorar a qualidade da pele e otimizar a cicatrização. Isso é especialmente relevante, pois a preparação hormonal adequada pode ajudar a mulher a lidar com sintomas comuns da menopausa, como distúrbios do sono e alterações de humor, reduzindo riscos e desconfortos durante a recuperação.
A avaliação ginecológica pré-operatória deve sempre ir além dos exames padrão. É crucial entender a situação hormonal da paciente, a qualidade do sono, a dieta e até a composição corporal antes da cirurgia. "Quando realizamos esse ajuste, protegemos a saúde da mulher e favorecemos um pós-operatório mais seguro", enfatiza a Dra. Ana Paula.
Para os cirurgiões, essa preparação adequada impacta diretamente na previsibilidade dos resultados. "Quando a paciente chega com um metabolismo equilibrado e a pele em boas condições, conseguimos maior previsibilidade nos resultados e uma recuperação mais tranquila", comenta Dra. Heloise Manfrim.