Moraes determina relatório completo sobre rotina de Bolsonaro na Papuda
O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), estabeleceu um prazo de cinco dias para que o 19º Batalhão da Polícia Militar do Distrito Federal, localizado no Complexo Penitenciário da Papuda, elabore e envie à Corte um relatório detalhado sobre a rotina do ex-presidente Jair Messias Bolsonaro desde sua transferência para o local. Esse documento é uma resposta às necessidades de monitoramento da situação do ex-presidente, que atua como figura central no atual cenário político do Brasil.
O relatório solicitado por Moraes deve incluir informações minuciosas sobre as visitas realizadas ao ex-presidente, detalhando a natureza dessas interações, como aquelas com advogados e consultas médicas. Além disso, o documento deve abordar os exames médicos, as sessões de fisioterapia, as atividades físicas e as leituras que Bolsonaro está realizando. O ministro enfatizou que todos os dados, incluindo as respectivas datas e horários das ocorrências, são essenciais para uma avaliação completa da rotina do ex-presidente.
Jair Bolsonaro, que foi condenado por tentativa de golpe de Estado pela Primeira Turma do STF a mais de 27 anos de prisão, estava inicialmente cumprindo pena na Superintendência da Polícia Federal, localizada em Brasília. Há cerca de 15 dias, na sequência de uma determinação do próprio ministro Alexandre de Moraes, o ex-presidente foi transferido para uma sala de Estado-Maior na Papuda. Essa nova unidade foi projetada para proporcionar a Bolsonaro uma série de facilidades, incluindo uma área total de 64,83 metros quadrados, que comporta um quarto, banheiro privativo, cozinha e uma área externa destinada a banhos de sol. O espaço também conta com equipamentos de ginástica, permitindo ao ex-presidente continuar suas atividades físicas dentro do sistema penal.
A determinação do ministro Moraes representa uma busca por maior transparência e detecção de possíveis irregularidades na rotina do ex-presidente, um assunto que tem gerado bastante debate e polêmica. A atuação do STF nesta questão reflete a atenção das autoridades brasileiras sobre o tratamento de figuras políticas proeminentes dentro do sistema prisional.