Novas Estratégias Intensificam Buscas por Crianças em Bacabal
As buscas por Ágatha Isabelly, de 6 anos, e Allan Michael, de 4, que estão desaparecidos desde o dia 4 de janeiro em Bacabal (MA), entram em uma nova fase. A investigação policial agora é priorizada, utilizando ferramentas como o protocolo Amber Alert, que visa ampliar a divulgação de informações nas redes sociais.
Os irmãos desapareceram enquanto brincavam na zona rural da cidade, e a força-tarefa para encontrá-los agora possui um foco mais direcionado. A utilização do Amber Alert, sistema que emite alertas emergenciais em casos de desaparecimento ou sequestro de crianças, é uma das principais ferramentas adotadas. Este sistema utiliza plataformas da Meta, como Facebook e Instagram, para divulgar informações e imagens das vítimas em um raio de até 200 quilômetros do local do desaparecimento.
A iniciativa foi destacada pelo secretário de Segurança Pública do Maranhão, Maurício Martins, que considera a utilização do Amber Alert essencial para aumentar o alcance das operações de busca. O alerta é ativado pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública e permanece no feed de usuários da região, incluindo informações importantes sobre as crianças desaparecidas, como nome, características físicas e contatos para envio de informações.
Até agora, completaram-se 22 dias de buscas sem vestígios significativos. As autoridades mudaram a estratégia na última semana após o depoimento do primo de 8 anos, que estava com as crianças, e a ausência de pistas nas áreas já exploradas. Assim, as buscas foram reduzidas, mas a investigação policial foi intensificada. A Secretaria de Estado de Segurança Pública do Maranhão (SSP-MA) ainda mantém equipes em prontidão para retomar as buscas em locais específicos, caso novas informações surjam.
Mesmo com essa nova abordagem, as buscas no rio Mearim continuam. Equipes especializadas permanecem atentas para atuar em regiões de mata e lago. Nos primeiros 20 dias, a força-tarefa percorreu mais de 200 quilômetros, realizando operações tanto por terra quanto por água, em áreas de difícil acesso.
Mais de mil pessoas, incluindo agentes de segurança e voluntários, participaram das operações de busca. A investigação está sob a supervisão de uma comissão especial de segurança, que já contabiliza mais de 200 páginas em inquérito. O menino de 8 anos que estava com Ágatha e Allan, após ser encontrado em 7 de janeiro, teve alta hospitalar e foi autorizado para participar das buscas pelos primos. Ele apontou um local onde cães farejadores indicaram a passagem das crianças.