Comunidad de Madrid reduz de forma significativa imóveis turísticos
A Comunidad de Madrid anunciou que fechou 3.053 imóveis turísticos em 2025, uma ação em meio a um cenário de crise habitacional que assola a região. Este dado representa uma significativa redução no número de imóveis registrados para uso turístico, conforme informações fornecidas pelo governo à Assembleia regional.
A presidente da Comunidad de Madrid, Isabel Díaz Ayuso, destacou que a região lidera o ranking de eliminação de imóveis turísticos registrados, resultado da união de medidas municipais, regionais e estatais. Contudo, o desafio permanece: a presença de milhares de imóveis turísticos ilegais.
Apesar da redução, Madrid ainda enfrenta a questão dos imóveis não registrados. Um exame mais aprofundado revela que aproximadamente 16.000 imóveis turísticos na capital não possuem licença para operar. Isso impacta diretamente o mercado de aluguéis, tornando-o mais caro e restringindo opções para moradores locais.
Javier Guardiola, deputado do PSOE na Assembleia de Madrid, criticou a gestão atual sobre a crise habitacional e a permissão à operação de imóveis ilegais. Ele argumenta que a administraçãoAyuso priorizou interesses empresariais em detrimento do bem-estar dos cidadãos, alimentando a expulsão de moradores de seus lares.
Em resposta a essa problemática, um novo registro estatal de aluguéis de curta duração foi introduzido, com o objetivo de regulamentar o setor. A implementação desse sistema começou em meados de 2025, o que deve dificultar o aluguel de imóveis por períodos curtos sem as devidas aprovações.
Além disso, um levantamento realizado pelo ministério de Habitat identificou que havia 15.204 imóveis operando ilegalmente na região, devido à falta de licenças. O ministério solicitou que o município de Madrid retirasse anúncios de plataformas de aluguel que estivessem infringindo as normas.
Pablo Padilla, deputado do Más Madrid, também fez críticas à gestão da situação, afirmando que a quantidade de inspeções realizadas pela Comunidad de Madrid foi insuficiente. Apenas 993 inspeções foram registradas entre janeiro e dezembro de 2025, o que gerou reclamações sobre a falta de rigor nas ações contra a illegalidade.
O governo de Ayuso alega que a redução nos imóveis turísticos pode ser atribuição de suas iniciativas de controle e fiscalização. No entanto, dados do Instituto Nacional de Estatística (INE) indicam que o número total de imóveis turísticos na comunidad aumentou antes da implementação do plano de fiscalização, alcançando um pico de 22.435 em agosto de 2024.
Estatísticas recentes do INE apontam que existem cerca de 18.555 imóveis turísticos na Comunidad de Madrid. Esse número representa uma diminuição de 10,6% em relação às últimas medições, destacando a queda no uso desses imóveis, especialmente em um contexto de regulamentação mais rígida.
Com as próximas divulgações dos dados, espera-se compreender melhor o impacto das ações do governo sobre o mercado de aluguéis na capital e quais serão as consequências das quase 4.200 baixas de imóveis desde 2024.
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