Nova Conspiração Revela Detalhes sobre o Casos de Júlio Casares
Um novo áudios recentemente divulgados trouxe à tona detalhes da negociação envolvendo Fábio Mariz, conselheiro do São Paulo, e Rita de Cássia Adriana Prado, suposta pivô do escândalo que resultou na saída de Júlio Casares da presidência do clube. A gravação, apresentada pelo SBT Brasil, detalha como uma trama foi articulada para usar informações obtidas por Adriana sobre um esquema de venda ilegal de ingressos de camarote para prejudicar o ex-mandatário do Tricolor.
Ao longo da conversa, Mariz menciona uma estratégia para justificar o vazamento do áudio. Ele explica que o material seria direcionado a uma delegacia de confiança com vistas a iniciar investigações contra Casares. "Qual o objetivo jurídico? Com essa prova, ele vai pegar esses três focos principais, e vai pedir um negócio que se chama COAF, uma análise de inteligência financeira que vai desvendar o que movimentou, onde e para quem", afirmou Mariz. O conselheiro ainda fez alucações sobre um verdadeiro "paraiso" para a polícia, dada a exposição do conteúdo.
Este envolvimento na compra do áudio já havia sido revelado anteriormente, quando um relatório saiu na imprensa em dezembro do ano passado, mostrando um diálogo entre Mara Casares, esposa do ex-presidente, e Douglas Schwartzmann, ex-diretor das categorias de base do clube. Ambos tentavam convencer Rita a não publicar as provas que lessem à julgamento relacionado a Carolina Cassemiro. Carolina é citada como uma das participantes da venda ilegal de ingressos para um show da cantora Shakira e que teria se desentendido com Adriana durante o processo. O acontecimento levou Mara e Schwartzmann a pedirem licença de seus cargos.
Recentemente, Rita de Cássia revelou ao jornalista Jorge Nicola, do Portal R7, que o áudio—mostrando as transações clandestinas—foi vendido a conselheiros do clube. A compra que envolvia Fábio Mariz e Vinicius Pinotti, além de Denis Ormrod, também um ex-conselheiro. Durante essa negociação, discutiu-se a possibilidade de simular um furto do celular que armazenava o áudio, enquanto valores em torno de R$ 200 mil estariam circulando.
Os conselheiros foram abordados pela imprensa e confirmaram o acordo. “O dinheiro é meu e eu faço o que eu quero com ele. Mesmo fora do São Paulo há cinco anos, venho lutando intensamente contra essas barbaridades que vocês estão vendo hoje”, defendeu Denis. Vinicius Pinotti, que já foi diretor de futebol, reafirmou seu papel no vazamento do áudio. "Uma doente. Bandida de merda", afirmou sobre a situação.
Em resposta a todo a situação, o Ministério Público de São Paulo e a Polícia Civil criaram uma força-tarefa para investigar os casos de venda ilegal de ingressos e os possíveis desvios de recursos durante a administração de Casares. De acordo com o MPSP, as investigações consideram crimes de corrupção privada no esporte e possíveis coações.
Outra parte desse inquérito revelou que o Coaf identificou depósitos na conta de Casares que totalizavam R$ 1,5 milhão entre 2023 e 2025. Agricultando mais complicações, foram encontrados 35 saques nas contas do clube, totalizando R$ 11 milhões.
Por meio de uma nota nas redes sociais, o presidente do São Paulo negou as acusações. A defesa de Casares já comunicou que "todas as movimentações financeiras possuem origem lícita e legítima" e que todos os detalhes seriam esclarecidos na investigação. Após as denúncias, Casares decidiu renunciar ao cargo de presidente do clube.