Polêmica na Casa Branca: Premiere de documentário sobre Melania
Recentemente, a Casa Branca foi palco de uma festa que gerou indignação em todo os Estados Unidos. Enquanto o país enfrentava uma tempestade severa e a trágica morte de um enfermeiro durante protestos contra a brutalidade policial, o casamento presidencial organizou uma projeção privada do documentário Melania, produzido por uma das maiores empresas de entretenimento do mundo.
No dia 28 de janeiro de 2026, em meio à tempestade de neve Fern, que resultou em múltiplas fatalidades e apagões em todo o país, a primeira-dama americana, Melania Trump, decidiu não cancelar a exibição de seu documentário. A estreia atraiu notáveis executivos e personalidades, uma aparente demonstração de ostentação e desconexão com a realidade do povo americano, que lutava contra os efeitos da tempestade e se recuperava de uma tragédia.
No evento, cerca de 70 convidados, incluindo líderes de grandes corporações como Apple e Amazon, prestigiaram a estréia. O documentário, que foca nos dias de Melania Trump antes da segunda posse de seu marido, Donald Trump, foi descrito como uma produção de alto custo, com investimentos que totalizam cerca de 75 milhões de dólares, sendo 40 milhões apenas pela compra dos direitos de exibição.
A recepção do evento incluiu uma banda militar que tocou uma música composta especialmente para a ocasião, e os convidados degustaram guloseimas, incluindo biscoitos decorados com o nome do filme. A primeira-dama também presenteou os convidados com cópias de suas memórias, publicadas em 2024.
As reações à festa não tardaram a surgir. A deputada Alexandria Ocasio-Cortez fez uma crítica contundente em suas redes sociais, questionando a falta de sensibilidade dos presentes e do presidente em meio aos eventos trágicos do dia. "Hoje, o DHS assassinou um enfermeiro; e o que o presidente faz? Uma noite de cinema na Casa Branca? Ele não está capacitado", escreveu a congressista.
As redes sociais explodiram com críticas, e muitos consideraram a festa uma demonstração de insensibilidade em um momento de crise nacional. A mídia americana, incluindo o veículo The Cut, publicou artigos destacando a inadequação do momento escolhido para o lançamento do documentário.
Enquanto o tumulto crescia, Melania Trump saiu em defesa do evento e do seu filme, afirmando em uma publicação: "Me sinto profundamente honrada em estar cercada por amigos e ícones culturais. Nossas histórias pessoais perduram e nos lembram de nossa obrigação mútua." Em entrevista à Fox News, Melania pediu por unidade e paz, pedindo aos cidadãos para protestar de forma pacífica.
A estreia do documentário, que estava marcada para o próximo fim de semana, foi controversa não apenas pelos eventos que a cercavam, mas também pela figura do diretor Brett Ratner, que havia enfrentado acusações de assédio sexual e estava afastado dos holofotes há anos. A decisão de realizá-lo e apresentá-lo na Casa Branca levantou questões sobre a ética e a moralidade em tempos de crise.
Este documentário, que retrata a vida de Melania Trump, foi objeto de escrutínio por ser visto como uma ferramenta de promoção pessoal da primeira-dama e, por consequente, do presidente. A combinação do clima de crise no país e a festa aparentemente frivolosa na Casa Branca suscita preocupações sobre a desconexão das lideranças em relação ao sentimento da população.