Investigação sobre agressões de policiais em Macapá
A Corregedoria-Geral da Polícia Militar do Amapá (PM-AP) iniciou um processo administrativo após a divulgação de um vídeo que registra uma abordagem violenta. A gravação, capturada por câmeras de segurança, mostra um homem sendo agredido com pauladas e chutes durante uma abordagem no bairro Parque Aeroportuário, na Zona Norte de Macapá, na madrugada de sexta-feira, 30.
De acordo com informações oficiais, os agentes envolvidos foram afastados das operações de rua durante a investigação. O comando da PM, por meio do capitão Emerson Kleiton Pontes, explicou que a quantidade de policiais envolvidos não pode ser divulgada no momento, pois isso faz parte da apuração interna.
"A nossa Corregedoria já está apurando para verificar todos os desdobramentos da ocorrência", afirmou o capitão. "Não tem como passar esse número porque faz parte da investigação. A divulgação oficial só ocorrerá após o término da apuração", completou.
O vídeo que circula nas redes sociais mostra o momento em que um dos policiais percebe que está sendo filmado e, de forma agressiva, arranca uma das câmeras de segurança. Testemunhas relataram que os policiais pertencem ao 2º Batalhão da PM, que é responsável pelo patrulhamento da área.
Nas imagens, é visível o homem rendido de joelhos com as mãos na cabeça, sinalizando entrega. No entanto, a situação escalona rapidamente, com um dos policiais utilizando um pedaço de madeira para desferir os golpes, enquanto outros dois circulam ao redor. Contrariando às práticas aceitáveis de abordagem, o homem é submetido a contínuas agressões, mesmo estando em uma posição vulnerável.
A Polícia Militar do Amapá manifestou-se sobre o incidente. Em nota, a instituição reafirmou o compromisso com a legalidade e com os direitos humanos, destacando que a abertura do procedimento administrativo visa apurar as circunstâncias do evento e identificar todos os envolvidos. A corporação destacou ainda a importância da transparência em suas ações e a necessidade de prestar contas à sociedade amapaense.
O caso levanta preocupações acerca da conduta das forças de segurança no Brasil, refletindo uma realidade que envolve a necessidade de apuração rigorosa e efetiva, não apenas dos acontecimentos em questão, mas também de práticas sistemáticas que podem suscitar a violação de direitos fundamentais durante operações policiais.