Vojvoda exime diretoria do Santos após protestos
O técnico Juan Pablo Vojvoda defendeu a diretoria do Santos após o empate contra o São Paulo, ocorrido na Vila Belmiro, válido pela segunda rodada do Brasileirão. A partida foi marcada por protestos intensos de torcedores, que demonstraram insatisfação com o desempenho do time na temporada.
A torcida alvinegra direcionou críticas aos dirigentes do clube, especialmente ao diretor de futebol, Alexandre Mattos, e ao presidente, Marcelo Teixeira. O treinador argentino tentou amenizar a revolta dos torcedores e assegurar que há um esforço conjunto para melhorar a situação do Santos. "Eu como treinador sinto a necessidade de unir o clube. Quando eu cheguei aqui foi com Alexandre Mattos. Não pensava em trabalhar tão rápido (depois que saí do Fortaleza). Eles mostraram a seriedade. Lembrar também que o Santos não estava bem nos últimos anos. Precisamos de resultados, mas também precisamos reorganizar o clube. Isso não se consegue da noite para o dia. Eu trabalho todo dia. Ele comete erros, eu cometo, todos cometem. Temos que estar juntos. Eu gosto quando a Vila apoia, mas compreendo os torcedores. Eu garanto que as coisas estão melhorando. Fizemos uma autocrítica. Vamos nos recuperar e conseguir de volta o apoio do torcedor", disse Vojvoda.
A partida contra o São Paulo era vista como uma oportunidade para que o Santos iniciasse a recuperação na competição. O time saiu na frente, mas permitiu o empate na segunda etapa. O treinador ressaltou que a igualdade foi resultado de um jogo disputado e equilibrado. "Um jogo brigado, disputado com um time como o do São Paulo. Foi uma partida muito equilibrada. Acho que tivemos mais finalizações e conseguimos abrir o placar. Um jogo de Série A, onde fizemos uma boa primeira parte e uma segunda parte igual", afirmou Vojvoda.
Novamente acolhendo a frustração dos torcedores, o Santos saiu de campo sob vaias. O descontentamento se estendeu além do gramado, com muros na redondeza da vila Belmiro pichados com mensagens de protesto direcionadas a jogadores e à diretoria do clube. Os principais alvos dos protestos foram Alexandre Mattos e Marcelo Teixeira.
No contexto atual, o time da Vila Belmiro enfrenta a ameaça de rebaixamento no Campeonato Paulista. Com apenas duas partidas restantes na competição, o Peixe precisa obter vitórias contra adversários diretos para garantir a permanência na divisão. O próximo desafio é contra o Noroeste, no domingo (8). Em meio à luta para evitar a queda, o Santos também enfrentará o Athletico-PR na Arena da Baixada, pelo Campeonato Brasileiro.