Condenação por Homicídio em São José do Rio Preto
José Ediberto Timóteo da Silva foi condenado a 30 anos de prisão por assassinar seu enteado, Hiago Fiuza Maia, de 26 anos, em um crime brutal ocorrido em São José do Rio Preto, interior de São Paulo. O julgamento aconteceu na última quinta-feira, 5 de fevereiro de 2026, e a pena máxima foi imposta por homicídio duplamente qualificado, com o uso de fogo e métodos que impossibilitaram a defesa da vítima.
O crime aconteceu no dia 27 de setembro de 2022. Hiago estava dormindo na residência de sua mãe, no Jardim Maria Lúcia, quando foi atacado pelo padrasto. De acordo com informações do Ministério Público, Ediberto tinha um histórico de desentendimentos com a vítima, o que pode ter motivado o ato violento.
No dia do crime, José Ediberto saiu de casa em direção a um posto de combustível, onde comprou gasolina. Ao retornar, ele utilizou uma picareta para golpear Hiago na cabeça, deixando-o inconsciente. Em seguida, colocou fogo no quarto onde o jovem estava. Passando em frente a um vizinho, Ediberto confessou o crime, mas fugiu em seguida de bicicleta.
Após o incêndio, os bombeiros foram chamados e conseguiram controlar as chamas, mas já era tarde para a vítima, que foi encontrada carbonizada no local. O caso gerou grande repercussão na região, levando a autoridades a buscar a prisão de José Ediberto.
Ele foi capturado em Cruz, no Ceará, em 5 de setembro de 2023. Durante o interrogatório, o homem admitiu a responsabilidade pelo ato e confirmou os detalhes que levaram à condenação. É importante destacar que Ediberto já tinha passagens pela polícia, incluindo crimes de roubo.
Ao longo do processo, o julgamento enfrentou uma interrupção em outubro passado, quando o advogado de defesa, indicado pela Defensoria Pública, relatou se sentir coagido e ameaçado durante os trabalhos, o que resultou na suspensão temporária do júri.
A tragédia ressalta a complexidade dos relacionamentos familiares e as circunstâncias que podem levar a atos de violência extrema. O caso de São José do Rio Preto se junta a uma lista preocupante de homicídios e violência nas famílias brasileiras, levantando questões sobre a necessidade de intervenções sociais e mecanismos de proteção mais eficazes.
"É um crime que deixa a sociedade horrorizada e que precisa de uma resposta contundente da Justiça", afirmou um promotor durante o julgamento.
O desfecho desse caso trágico serve como um alerta para a sociedade sobre a necessidade de atenção e intervenção em situações familiares de conflito. A condenação de José Ediberto representa um passo na busca pela justiça para Hiago e sua família, mas também evidencia a urgência de prevenir futuros episódios de violência.