A empresa BMB está sob investigação da Polícia Civil por suspeitas de envolvimento em um esquema de pirâmide financeira que causou prejuízos a moradores de Monte Alto e Jaboticabal, no interior de São Paulo. O fechamento de seus escritórios gerou uma onda de descontentamento, com mais de 100 pessoas relatando ter sido prejudicadas por promessas de lucros fáceis através da avaliação de hotéis e pontos turísticos.
O esquema atraiu vítimas oferecendo a possibilidade de ganhar dinheiro online, impondo a condição de que todos os interessados deveriam pagar comissões e fazer depósitos para liberar os saques. Segundo as investigações, esta prática caracteriza uma pirâmide financeira, na qual os lucros das camadas superiores são garantidos pela entrada constante de novos membros. A polícia já recebeu relatos de prejuízos que ultrapassam R$ 15 mil para algumas vítimas.
A situação gerou frustração e um sentimento de impunidade entre os afetados. As investigações estão sendo conduzidas pela Polícia Civil, que tem como objetivo não apenas identificar os responsáveis pela BMB, mas também entender a possível extensão desse golpe em diferentes cidades, com suspeitas de que a empresa poderia ter uma rede de atuação interestadual ou até internacional. O delegado Marcelo Lorenço dos Santos comentou sobre a possibilidade de uma análise mais profunda sobre os envolvidos, indicando uma necessidade de colaboração com a Polícia Federal.
O que é a pirâmide financeira?
De acordo com as leis brasileiras, a pirâmide financeira é considerada ilegal, pois não gera lucros sustentáveis através da venda de produtos e serviços, mas sim pela necessidade constante de novos membros que pagam comissões. Este tipo de esquema falha no momento em que a entrada de novos participantes cessa, levando a perdas significativas para os últimos na linha. Segundo descrição do delegado, tais práticas são regulamentadas pela lei 1.521, de 1951, que proíbe métodos fraudulentos para obtenção de vantagens.
Onde o golpe foi aplicado?
Atualmente, os registros de vítimas se concentram em Monte Alto e Jaboticabal. Em Monte Alto, o escritório da BMB operou por aproximadamente três meses, enquanto em Jaboticabal, as atividades se estenderam até 2025. A investigação está analisando a possibilidade de outros escritórios atuarem em localidades diferentes, aumentando o número total de vítimas potenciais.
Como funcionava o golpe?
A BMB anunciava a promessa de ganhar dinheiro avaliando hotéis e pontos turísticos em qualquer parte do mundo, potencializando suas ações com alegações de parcerias com grandes grupos internacionais de turismo. No entanto, os interessados precisavam efetuar pagamentos iniciais para começar a atuar, com ganhos que supostamente aumentavam conforme os cargos que os membros alcançavam. As vítimas relataram que, pouco antes do fechamento, a empresa passou a exigir depósitos adicionais para autenticação, além de documentos pessoais, complicando ainda mais a situação de resgate dos investimentos.
Qual é o lucro e prejuízo?
Embora o valor total do prejuízo ainda não tenha sido apurado, relatos indicam perdas individuais variando entre R$ 2 mil e R$ 15 mil. Algumas vítimas, desesperadas, usaram economias, contraíram empréstimos e até venderam bens para entrar no esquema.
Como estão as investigações?
A Polícia Civil se encontra na fase inicial das investigações. O delegado afirmou que estão sendo coletados depoimentos e analisados documentos que podem ser cruciais na identificação dos mentores do esquema e na compreensão de como as pessoas foram atraídas para o negócio. Eventuais bloqueios de bens atrelados aos responsáveis dependem do avanço destas investigações.
O que os responsáveis disseram?
Até o presente momento, os responsáveis pela BMB não foram localizados após o fechamento das operações. Nenhum representante compareceu para discutir a situação com as vítimas ou esclarecer as alegações às autoridades, deixando uma lacuna de respostas e um rastro de frustração entre aqueles que depositaram esperanças no próprio sustento.

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