Carnaval no Rio de Janeiro: economias e altos custos na folia
No Rio de Janeiro, o carnaval é uma das festas mais esperadas do ano. Embora os blocos de rua sejam gratuitos, muitos foliões estão dispostos a gastar razoáveis quantias para aproveitar ao máximo a experiência. Relatos apontam que os gastos durante o carnaval podem variar de R$ 60 a R$ 300 por dia, podendo totalizar até R$ 1.700 ao final do evento. Este valor supera o salário-mínimo brasileiro e inclui despesas com transporte, fantasias, alimentação e bebidas.
Estimativas oficiais da Prefeitura do Rio indicam que o carnaval deste ano movimentará cerca de R$ 5,9 bilhões na economia local, afetando positivamente os setores de turismo, comércio e serviços. Os foliões valorizam essa experiência, considerando-a uma das formas mais acessíveis de entretenimento na cidade.
Para evitar surpresas financeiras, alguns foliões adotam estratégias de controle de gastos. Matilde Faria, turista de Portugal, compartilha sua tática: "Eu tenho uma planilha com tudo anotado e por lá eu mantenho o meu controle financeiro para todos os dias até o fim do carnaval." Essa prática, segundo ela, ajuda a ter uma visão clara dos gastos diários.
Outros foliões como Daniel Durval, oriundo de Honório Gurgel, disseram que não hesitam em gastar valores substanciais com bebidas e alimentação, pois preferem consumir tudo na rua. Ele relatou que já gastou cerca de R$ 1.700, evidenciando o quanto a festa pode pesar no bolso.
O custo de transporte até os blocos é outro ponto que impacta os gastos dos foliões. O metrô é a opção preferida, especialmente por aqueles que se deslocam para o Centro, onde o trânsito causa complicações. Não obstante, o preço da passagem — R$ 7,90 ou R$ 5 com a tarifa social — suscita indignação entre alguns passageiros. A esteticista Lara Ribeiro expressou sua insatisfação com os altos preços: "Eu acho um absurdo a passagem ser quase R$ 8, mas acabo pagando para aproveitar o carnaval."
As fantasias também são um fator importante nas despesas. Muitas pessoas investem consideráveis quantias em trajes criativos para se destacarem nos blocos. A atendente Caroline Pereira, por exemplo, gastou R$ 300 em sua fantasia de onça, composta por diversos acessórios. Contudo, há aqueles que preferem economizar reutilizando fantasias do ano anterior, como a estudante Lia Santos, que se organizou antecipadamente para a festividade.
Quando os pais levam seus filhos para o carnaval, os gastos podem crescer ainda mais. Eles precisam considerar despesas extras com alimentos e bebidas infantis. Fabiana e Marco, por exemplo, relataram que o foco financeiro em sua participação se traduz em atender aos desejos de seu filho, o que pode encarecer a experiência familiar.