Investigação do MP na FPF
O presidente da Federação Paulista de Futebol (FPF), Reinaldo Carneiro Bastos, é o foco de uma investigação conduzida pelo Ministério Público de São Paulo. A apuração se concentra em denúncias de gestão fraudulenta, lavagem de dinheiro e falsidade ideológica.
De acordo com os investigadores, um dos principais pontos levantados é um pagamento de R$ 11,5 milhões realizado em dinheiro vivo pela venda de uma empresa de limpeza cujo dono é relacionado ao mandatário do futebol paulista. A venda totalizou aproximadamente R$ 15,5 milhões. Desses, cerca de R$ 11,5 milhões teriam sido transferidos em espécie, o que gerou preocupações sobre a regularidade das práticas comerciais associadas à transação. Esse caso veio à tona graças a uma reportagem do Estadão.
Em resposta às acusações, Carneiro Bastos negou ter recebido dinheiro vivo. Ele apontou o advogado Wilson Marqueti Jr., seu desafiante político, como responsável por uma suposta armação, afirmando que a denúncia possui motivações políticas.
Eleições e apoio entre os clubes
Carniero Bastos é considerado o principal candidato à reeleição como presidente da FPF. Ele ocupou a posição desde 2015, após a saída de Marco Polo Del Nero, que foi afastado devido a um escândalo de corrupção reconhecido pela FIFA três anos mais tarde. O atual presidente enfrentará a concorrência de Wilson Marqueti Jr. nas eleições agendadas para o próximo dia 25 de março.
Em uma comunicação pública, Carneiro Bastos expressou confiança em sua reeleição, afirmando ter o apoio de quase 100% dos clubes e ligas de futebol. Em sua nota, ele afirmou:
"Todo colégio eleitoral, as pessoas com quem convivo e colaboro sabem da minha lisura e correção. Infelizmente, estamos enfrentando o jogo sujo de um aventureiro que não tem nenhum voto."
Bastos também criticou o papel de Joel Passos, um ex-auditor do TJD-SP, que, segundo ele, estaria tentando influenciar o processo eleitoral por meio de denúncias infundadas. O presidente da FPF refutou as alegações de sua rival político, destacando a legalidade de todas as suas transações, afirmando que
"todas as operações realizadas foram feitas por meio de transferência bancária registrada e declarada à Receita Federal".
Além disso, Carneiro Bastos defendeu sua trajetória profissional:
"Comecei a trabalhar aos 14 anos. Toda minha história e patrimônio foram construídos com o meu trabalho pessoal e da minha família. Desta forma, processarei os caluniadores pelas acusações infundadas."A investigação do MP continua em andamento, e novos desdobramentos são esperados ao longo das próximas semanas.