Fuga em prisão no México: 17 foragidos após motim violento
No último dia 22 de fevereiro, um motim na prisão de Ixtapa, em Puerto Vallarta, resultou na fuga de 23 detentos após um ataque do Cartel Jalisco Nova Geração (CJNG). O incidente ocorreu em resposta a um golpe do exército, que mirava o líder do cartel, Nemesio Oseguera Cervantes, conhecido como El Mencho.
Os detentos haviam alertado sobre uma possível onda de violência com antecedência, comunicando-se por mensagens de áudio em que expressaram preocupação pela própria segurança. Apesar disso, as autoridades não tomaram as devidas precauções. No dia seguinte ao motim, a cidade foi tomada por violência e caos, resultando em 23 presos fugindo.
O saldo trágico do motim incluiu também a morte do vigilante da prisão, Rafael Hernández, que estava em um posto de guarda durante os ataques. A Secretaria de Segurança Pública de Jalisco reportou que, desde a prisão de El Mencho, ocorreram diversas "agressões covardes" que causaram a morte de 30 supostos criminosos e uma mulher, além de vários membros das forças de segurança.
A prisão de Ixtapa, que possui capacidade para 1.600 pessoas, abrigava cerca de 750 presos no momento do motim. Apesar de essa quantidade parecer controlada, a falta de efetivo a torna vulnerável a situações de emergência como a que se viu.
Os detalhes do motim indicam um ataque orquestrado, onde um veículo com equipe armada disparou contra os guardas, permitindo que os presos se amotinassem e se evadissem em veículos particulares, atropelando os vigilantes no processo. Alguns relatos indicam que explosivos também foram utilizados na fuga.
Após a fuga, as autoridades conseguiram recapturar quatro dos fugitivos em áreas rurais próximas. Eles se prepararam para enfrentar novas acusações além das que já estavam cumprindo. No entanto, 17 detentos ainda permanecem foragidos, muitos deles com históricos de crimes violentos.
Os fugitivos incluem David Pérez, condenado por desaparecimento forçado, e outros sentenciados por homicídio. O crime organizado parece ter se aproveitado do motim, e muitos dos fugitivos têm ligações diretas com atividades ilícitas ligadas ao CJNG.
Além dos foragidos citados, há ainda outros que continuam a ser procurados pelas autoridades, incluindo nomes que estão associados a crimes graves, aumentando as preocupações sobre a segurança pública na região.
O caso destaca os desafios enfrentados pelas autoridades mexicanas na contenção do crime organizado e ressalta a necessidade de reformas no sistema prisional para garantir a segurança tanto dentro quanto fora das unidades de detenção.