Despedida emocionante de Carol Gattaz das quadras
\nA central Carol Gattaz foi homenageada na noite desta terça-feira, 15 de março de 2025, antes da partida entre Praia Clube e Tijuca, pela última rodada da fase classificatória da Superliga Feminina. A jogadora de 44 anos anunciou sua aposentadoria das quadras devido a uma lesão no joelho esquerdo e escolheu essa partida no ginásio do UTC, em Uberlândia, para se despedir.
\nA própria central retornou a ser relacionada após mais de um ano afastada. A última vez que atuou foi em março do ano anterior, quando sofreu uma grave lesão no joelho. Antes do início da partida, Carol foi chamada ao centro da quadra, onde recebeu emoção e aplausos da torcida e homenagens da diretoria do Praia Clube. O gerente de Esportes, André Lelis, presenteou a atleta com um quadro que destacava palavras que definiam sua trajetória no vôlei.
\nA fisioterapeuta do clube, Mariana Rezende, entregou flores a Carol, que, em seu discurso, expressou gratidão ao clube, colegas e familiares. "A gente nunca está preparada para este momento. Sabemos que uma hora vai chegar para todos, mas quando chega, é triste. Ao mesmo tempo, eu me sinto em paz. Quero agradecer minha família que veio me prestigiar, é muito importante. Só tenho gratidão ao voleibol e a tudo que o esporte me ensinou", declarou Gattaz.
\nDurante o aquecimento, cada ataque da atleta gerava vibração na torcida, reforçando a emoção do momento. No início do jogo, Carol fez o primeiro saque do Praia Clube, sob aplausos calorosos. Em seguida, foi substituída. No quarto set, retornou para fazer um ponto de ataque, encerrando sua bela carreira em uma parceria histórica com a levantadora Macris. O Praia Clube venceu Tijuca por 3 sets a 1, e Carol foi homenageada com o Troféu Viva Vôlei.
\nA última vez que Carol Gattaz jogou antes dessa despedida foi no dia 15 de março de 2025, em um confronto contra o Brusque. Naquela ocasião, após um movimento de bloqueio, a atleta caiu e sofreu a ruptura do LCA do joelho esquerdo, o que resultou em uma cirurgia. Sua recuperação foi inicialmente estimada para nove meses, o mesmo tempo que ficou afastada anteriormente devido a uma lesão semelhante no joelho direito, durante sua passagem pelo Minas em 2023. Após compartilhar nas redes sociais sua volta aos treinos, a descoberta de um edema ósseo dificultou sua recuperação definitiva.
\nNatural de São José do Rio Preto, Carol começou sua carreira no vôlei aos 15 anos e rapidamente se destacou com seus 1,96m de altura. Ao longo de sua trajetória, passou por grandes clubes brasileiros, como São Caetano, Paraná, Osasco e Campinas, além de atuar em equipes na Itália e no Azerbaijão. Sua primeira convocação para a Seleção Brasileira ocorreu em 2003, e desde então, ela se tornou um nome frequente sob a gestão de José Roberto Guimarães, conquistando cinco medalhas de ouro no Grand Prix. Curiosamente, não participou das Olimpíadas de Pequim em 2008 e Londres em 2012, quando a Seleção conquistou o bicampeonato.
\nEm 2014, Gattaz se afastou da Seleção e seguiu uma trajetória vitoriosa pelo Minas, se consolidando como ídolo do clube e quatro vezes campeã da Superliga. Sua parceria com Macris se destacou por um ataque quase imbatível. O excelente desempenho voltou a colocá-la no radar da Seleção, levando-a a competir pela primeira vez em Olimpíadas em 2021, aos 39 anos, onde ajudou a seleção a conquistar a medalha de prata e foi reconhecida como a melhor central da competição.
\nEm 2022, participou do Campeonato Mundial, obtendo outra medalha de prata. Carol estava entre as candidatas para as Olimpíadas de Paris, mas sua lesão em 2023 interrompeu esse sonho. Desde 2024, atuava pelo Praia Clube, conquistando o Sul-Americano de Clubes em 2025, mas a gravidade da lesão a afastou das quadras. A emocionante despedida de Carol Gattaz marca o fim de uma era no voleibol brasileiro, deixando um legado inestimável.