Suspensão da Usina Santa Elisa pode afetar dois mil trabalhadores

Por Autor Redação TNRedação TN

Funcionários da Usina Santa Elisa reagem à inesperada suspensão das operações em Sertãozinho. Reprodução: EPTV

A suspensão das operações da Usina Santa Elisa, em Sertãozinho, São Paulo, anunciada pela Raízen, poderá impactar cerca de dois mil trabalhadores da unidade, gerando apreensão e necessidade de apoio emergencial.<\/p>\n

O Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias do Açúcar busca negociar um plano de rescisão para minimizar as perdas dos profissionais afetados. O consultor em agronegócio, José Carlos de Lima Júnior, enfatiza que o fechamento não deve causar aumento nos preços de açúcar ou etanol, já que as vendas de cana foram previamente negociadas e a produção será redirecionada para outras usinas da região.<\/p>\n

Imediatamente após o anúncio, a movimentação na usina foi reduzida. Vídeos nas redes sociais mostram a reação dos trabalhadores, que expressaram surpresa e preocupação com o futuro. O presidente do sindicato, Antônio Vitor, descreveu a situação como uma "tragédia sem explicação" e argumentou que, apesar de reconhecer as dificuldades enfrentadas pela usina, esperava uma solução menos abrupta.<\/p>\n

A administração municipal, por sua vez, promete um plano de apoio aos aproximadamente 200 trabalhadores locais afetados. Paulo Roberto Gallo, Secretário de Desenvolvimento e Inovação, destacou que a prefeitura está se mobilizando para oferecer recolocação no mercado de trabalho e requalificações. Gallo ressalta que a administração municipal e a iniciativa privada estão unindo esforços para mitigar os efeitos da suspensão das operações.<\/p>\n

A Usina Santa Elisa, que teve papel significativo no setor sucroenergético desde sua fundação em 1936, tem capacidade de moer cerca de 6 milhões de toneladas de cana. Além dos funcionários, fornecedores e prestadores de serviços locais também poderão sentir os efeitos do fechamento. Lima Júnior afirma que o fechamento da unidade não resultará em redução da oferta de cana-de-açúcar, açúcar ou etanol, devido à robustez da capacidade industrial do Brasil.

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A cana que seria moída na usina de Sertãozinho será alocada em outras plantas, evitando assim um desabastecimento. Lima Júnior destacou que o setor possui um número suficiente de usinas operando para acomodar o volume de cana, garantindo a continuidade da produção sem afetar os preços no mercado.

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Os pequenos fornecedores que tinham contratos com a usina serão reassigned para outros estabelecimentos, minimizando o impacto econômico da suspensão das operações. A Usina Santa Elisa, reconhecida entre as principais do Brasil, se destaca na produção de açúcar, etanol e energia, com mais de 36 mil hectares em operação.

Tags: Usina Santa Elisa, Sertãozinho, Trabalhadores, Raízen, Açúcar e Etanol Fonte: g1.globo.com