Polícia investiga conexão entre droga e roubo de caminhonete
A apreensão de cerca de 16 quilos de skank em Santarém, localizada no oeste do Pará, pode estar diretamente relacionada ao roubo de uma caminhonete que aconteceu horas antes na região. A hipótese levantada pela Polícia Civil indica que a droga estaria sendo transportada escondida em uma carga de móveis planejados, levada durante o assalto.
A apreensão ocorreu na noite do último sábado (11), por volta das 23h15, durante a Operação Tolerância Zero, conduzida pela Polícia Militar em um ramal na comunidade Poço Branco, na PA-370. De acordo com informações do 35º Batalhão de Polícia Militar (BPM), os agentes chegaram ao local após relatos de moradores sobre um caixote de madeira abandonado, que apresentava características similares às da carga de um veículo de frete que havia sido roubado anteriormente. No interior do caixote, os policiais encontraram 15 tabletes de uma substância que se assemelha ao skank, totalizando cerca de 16 quilos. O material foi encaminhado à 16ª Seccional Urbana de Polícia Civil, onde o caso foi registrado sob a acusação de tráfico de drogas.
Horas antes dessa apreensão, uma caminhonete modelo D-20 foi roubada enquanto realizava um frete. O motorista, que foi contratado para pegar uma carga no porto, relatou que, ao chegar ao local combinado no bairro Área Verde, foi surpreendido por homens armados e encapuzados. Ele contou que foi forçado a dirigir o veículo, que estava carregado com móveis planejados, seguindo um carro usado pelos criminosos. Posteriormente, foi levado até o bairro Vigia, onde o veículo foi abandonado. A caminhonete foi localizada posteriormente em um ramal da comunidade Estrada Nova, mas sem a carga que transportava.
A Polícia Militar informou que ainda existem aspectos a serem esclarecidos sobre o caso. A principal linha de investigação nesse momento é determinar se a droga apreendida estava efetivamente oculta na carga roubada da caminhonete, o que explicaria o uso dos móveis como disfarce para o transporte do entorpecente.
O delegado Erik Petersson afirmou à produção da TV Tapajós e ao g1 que a Polícia Civil continua suas investigações para identificar os suspeitos e confirmar a relação entre os dois incidentes. Até o presente momento, ninguém foi preso e a carga de móveis planejados permanece desaparecida.