Apreensões e prisões no Amazonas: um balanço alarmante
No primeiro trimestre de 2026, a Polícia Militar do Amazonas realizou um forte combate ao tráfico de drogas e à criminalidade. Foram apreendidas 13,4 toneladas de entorpecentes e capturados 390 foragidos da Justiça, marcando aumentos de 49% e 25%, respectivamente, em comparação com o mesmo período de 2025. Esses dados são referentes ao Sistema Integrado de Segurança da Polícia Militar do estado.
Drogas retiradas de circulação
Dentros os números apresentados, destaca-se que 68% das drogas apreendidas estavam localizadas em áreas internas do estado. Diversos municípios se destacaram pelo volume elevado de apreensões, incluindo Manacapuru, Barcelos, Iranduba, Tabatinga, Maués, Coari, Benjamin Constant, Fonte Boa e Jutaí. As substâncias mais comuns entre as apreensões foram maconha tipo skunk e cocaína, além de registros de outros tipos de drogas como maconha comum, oxi, pasta base, crack, ecstasy e haxixe.
Esforços das forças de segurança
A Companhia de Operações Especiais (COE) foi responsável pela maior parte das apreensões, totalizando 6,7 toneladas de drogas. Em segundo lugar, a Rocam conseguiu apreender 3,2 toneladas, seguida pela 28ª Companhia Interativa Comunitária (Cicom), com 1,1 tonelada retirada de circulação.
Captura de foragidos
No âmbito das prisões de foragidos, fevereiro foi o mês mais intenso, com 147 registros. Em janeiro, houve 132 prisões, enquanto março contabilizou 111. A cidade de Manaus concentrou 92% das prisões, com apenas 8% ocorrendo no interior do estado. Os crimes mais frequentemente abordados foram o roubo, com 126 casos, e o tráfico de drogas, com 91.
Tecnologia no combate ao crime
Um dos métodos inovadores utilizados para identificar foragidos foi o sistema de reconhecimento facial denominado Paredão, que identificou 136 foragidos. Os demais 254 indivíduos foram capturados por meio de ações policiais diretas.
Aumento em prisões em flagrante
O balanço também demonstrou um crescimento nas prisões em flagrante, que aumentaram em 64%, subindo de 1.051 em 2025 para 1.728 em 2026. A apreensão de munições acompanhou essa tendência, com um crescimento de 36%, passando de 4.635 para 6.300 unidades.