Divisões internas marcam escolha de suplente ao Senado no PT-RJ

Por Autor Redação TNRedação TN

PT do Rio debate suplente ao Senado envolvido em escândalos. Reprodução: Oglobo

Divisões internas marcam escolha de suplente ao Senado no PT-RJ

A escolha de suplentes ao Senado pelo Partido dos Trabalhadores (PT) no Rio de Janeiro gerou tensões que expuseram divisões internas no partido. Embora o PT tenha confirmado apoio às candidaturas de Eduardo Paes ao governo e de Benedita da Silva ao Senado, o processo para definir os suplentes foi tumultuado por discordâncias.

O grupo liderado por Washington Quaquá, atual prefeito de Maricá, se opôs à indicação de Manoel Severino, um nome considerado “envolvido em escândalos” por integrantes do grupo de Quaquá. Em vez disso, foram escolhidos Felipe Pires, vereador e líder do PT na Câmara Municipal do Rio, e o pastor e cantor Kleber Lucas como suplentes de Benedita.

Apesar de uma aparente unidade nas candidaturas principais, as arestas entre diferentes correntes do PT se tornaram evidentes na escolha dos suplentes. Quaquá, que inicialmente havia demonstrado resistência à candidatura de Benedita ao Senado, acabou apoiando-a, mas deixou claro seu descontentamento com a tentativa de emplacar Manoel Severino como suplente.

Em nota, Quaquá expressou sua surpresa com a tentativa de inclusão de Severino na chapa, alegando que a indicação não iria ao encontro da responsabilidade do partido em manter uma imagem limpa e unir suas forças. "Temos a responsabilidade de unir o partido e preservar o presidente Lula, para que nossa chapa majoritária não seja obrigada a se explicar sobre escândalos”, disse.

Além das discordâncias sobre os suplentes, o PT do Rio demonstrou um consenso ao apoiar a escolha de uma eleição suplementar direta para o cargo do ex-governador Cláudio Castro, que se encontra vago. O partido justifica que essa forma de eleição assegura a participação popular e o respeito aos princípios democráticos, reafirmando a ideia de que “somente o povo pode definir o melhor rumo para o Estado do Rio de Janeiro”.

Essa proposta já foi defendida por Paes, com a possibilidade de uma eleição indireta que incluiria apenas deputados estaduais. O partido se prepara para um cenário onde o Supremo Tribunal Federal (STF) terá a palavra final sobre o processo eleitoral.

O último desdobramento das movimentações no cenário político fluminense está relacionado à recente eleição do deputado Douglas Ruas como novo presidente da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj). Ruas já foi escolhido como candidato ao governo pelo PL e enfrentará Paes nas eleições de outubro. Aliados do ex-prefeito estão se movimentando para evitar que ele assuma o governo antes do pleito, o que poderia lhe proporcionar uma vantagem competitiva.

Tags: Política Brasileira, PT Rio de Janeiro, Eleições 2026, Benedita da Silva, Eduardo Paes Fonte: oglobo.globo.com