Robô da Sony vence atletas de tênis de mesa com IA avançada

Por Autor Redação TNRedação TN

Robô supera jogadores profissionais em partidas de tênis de mesa. Reprodução: G1

Robô da Sony vence atletas de tênis de mesa com IA avançada

Um marco na interseção da inteligência artificial e da robótica foi alcançado recentemente com o robô Ace, desenvolvido pela Sony AI. O robô superou jogadores profissionais no exigente esporte de tênis de mesa, utilizando tecnologia de ponta.

Com uma estrutura sofisticada que inclui oito articulações e nove câmeras, o Ace é capaz de realizar jogadas rápidas e precisas em uma competição que segue rigorosamente as regras da Federação Internacional de Tênis de Mesa. A inovação não está apenas na habilidade em vencer partidas, mas também na capacidade de operar com inteligência artificial em ambientes dinâmicos e imprevisíveis.

O robô competiu contra atletas de elite em 2025 e, apesar de algumas derrotas iniciais, conseguiu vencer jogadores profissionais em dezembro de 2025 e recentemente. Essa trajetória ilustra a evolução das tecnologias robóticas e destaca o potencial do Ace em esportes que exigem decisões rápidas e adaptação constante.

De acordo com Peter Dürr, líder do projeto Ace, a intenção não era apenas competir, mas compreender como robôs podem perceber, planejar e agir efetivamente em situações que mudam rapidamente. Ele apontou que o Ace é notável porque não demonstra emoções, o que o torna imprevisível para seus adversários. "Como não é possível ler suas reações, é impossível perceber que tipo de golpes ele não gosta ou tem dificuldades, o que torna ainda mais difícil jogar contra ele", afirma Mayuka Taira, uma das jogadoras que enfrentou o robô.

O Ace utiliza sensores de alta velocidade e um sofisticado sistema de visão para rastrear a bola de tênis de mesa em movimento, permitindo que ele registre movimentos que seriam um borrão para o olho humano. Essa tecnologia avançada proporciona uma vantagem competitiva notável, não só em termos de velocidade, mas também de precisão nas jogadas.

A arquitetura do robô integra três sistemas de visão, permitindo um processamento rápido e eficaz das movimentações do oponente, enquanto as oito articulações garantem a flexibilidade e a manipulação necessárias para uma performance de alto nível. Dürr destacou que, desde 1983, robôs competiam em tênis de mesa, mas nenhum alcançou o desempenho de um atleta profissional até agora.

Os desafios que envolvem esportes físicos em tempo real são significativamente diferentes daqueles enfrentados em jogos digitais, como xadrez ou Go, onde os sistemas de IA já demonstraram serem extremamente competentes. "O tênis de mesa envolve interações que requerem atenção e controle próximo ao limite do tempo de reação humana. Uma decisão errada pode custar a partida", disse Dürr.

Em uma comparação direta, Rui Takenaka, outro jogador que enfrentou o Ace, mencionou que a capacidade do robô de ler e responder aos giros das bolas é algo "sobre-humano". Ele observou que, em situações de jogo, a complexidade das reações do Ace poderia dificultar a adaptação de qualquer jogador humano.

Enquanto o Ace continua a evoluir, as inovações que surgem deste projeto têm o potencial de serem aplicadas em várias áreas, como indústrias, serviços, e até mesmo na segurança. A vitória do Ace sobre jogadores de tênis de mesa não é apenas uma conquista tecnológica, mas também uma reflexão sobre o futuro da interação humana com máquinas em esportes e além.

Tags: Inteligência Artificial, Robótica Avançada, Tênis de Mesa, Desenvolvimento Tecnológico, Inovação em Esportes Fonte: g1.globo.com