Invasão armada em jantar com Trump é classificada como tentativa de assassinato
No último sábado, 26 de março, um evento anual em um hotel de Washington envolvendo o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e jornalistas correspondentes de meios estrangeiros foi interrompido por tiros, levando autoridades a classificar o incidente como uma tentativa de assassinato contra o mandatário. Esta foi a terceira tentativa desse tipo durante a presidência de Trump, segundo a porta-voz da Casa Branca, Karoline Leavitt.
Durante o jantar, sons de disparos foram ouvidos e rapidamente a segurança do local, composta por agentes do Serviço Secreto, retirou Trump, sua esposa Melania e o vice-presidente JD Vance do salão. O evento sempre foi um ponto de encontro tradicional entre o presidente e a imprensa, e a expectativa era alta para essa edição, a primeira da gestão atual com a presença de Trump.
Imediatamente após a ocorrência dos disparos, a polícia local foi acionada. O suspeito, identificado como Cole Tomas Allen, de 31 anos, é um cidadão americano natural de Torrance, Califórnia. O homem é conhecido por ser engenheiro mecânico e desenvolvedor de jogos. Antes de sua ação, Allen havia produzido um manifesto crítico a Trump, e a principal suspeita é que ele visasse o presidente diretamente.
Os eventos que levaram à invasão
- Os disparos foram ouvidos logo no início do jantar, causando pânico entre os presentes.
- Cole Allen conseguiu furar uma barreira de segurança, disparando contra um dos agentes, mas felizmente, o tiro atingiu o colete à prova de balas.
- Uma equipe de jornalistas, incluindo membros da TV Globo, estava presente no evento e relataram que as checagens de segurança não foram rigorosas o suficiente, considerando a cúpula do governo ali reunida.
- O suspeito foi preso e deverá comparecer à primeira audiência nesta segunda-feira, 27 de março.
A porta-voz da Casa Branca mencionou que o governo estava se reunindo para discutir a segurança de Trump, ampliando os protocolos de proteção necessários no futuro. Trump também mencionou que a situação levanta a necessidade de considerar um novo salão de festas ultrassecreto na Casa Branca, algo que já recebeu críticas por seu elevado custo, estimado em cerca de R$ 2 bilhões.
Ainda não existem informações detalhadas sobre as motivações de Allen, mas as autoridades continuam a investigar. A insegurança no evento acende um alerta sobre a proteção de figuras públicas e o funcionamento das medidas de segurança necessárias em eventos presidenciais. Trump voltou a se pronunciar sobre a segurança necessária e o episódio deverá ter repercussões significativas sobre as práticas de segurança presidencial daqui para frente.
O jantar foi adiado e está previsto para ocorrer em 30 dias, conforme anúncio do presidente Trump.