A Polícia Civil de Minas Gerais está investigando as causas de um trágico acidente ocorrido na BR-251, em Santa Cruz de Salinas, no Norte de Minas, que resultou na morte de oito pessoas, incluindo três crianças. O acidente, que envolveu um ônibus e uma carreta, aconteceu na madrugada de domingo, dia 24 de maio de 2026. Os motoristas dos veículos sobreviveram e estão internados, mas apresentaram versões divergentes sobre a dinâmica da colisão.
O delegado Douglas Ferraz, responsável pela investigação, afirmou que a equipe aguarda os laudos periciais antes de chegar a qualquer conclusão sobre o que realmente aconteceu. "Não tem como um investigador ou delegado no local afirmar o que aconteceu antes do laudo pericial", disse Ferraz. A investigação irá analisar diversos fatores, como a velocidade dos veículos, as condições da pista, a possível invasão de faixa, a trajetória após a colisão e a jornada de trabalho dos motoristas.
Além disso, a perícia deverá determinar se houve imperícia, imprudência ou negligência por parte dos condutores. As versões dos motoristas são opostas. O motorista principal do ônibus, Marcos Antônio Santos da Conceição, que está internado em Taiobeiras, relatou que não se lembra dos detalhes do acidente.
Por outro lado, o condutor da carreta, Natanael Ferreira Cunha Marcelino, internado em Pedra Azul, afirmou à Polícia Rodoviária Federal que o ônibus invadiu a faixa contrária em uma curva e não conseguiu retornar à mão de direção a tempo. Segundo ele, tentou desviar, mas não conseguiu evitar a colisão. Outro ponto crucial da investigação é o paradeiro do segundo motorista do ônibus, Washington de Jesus Durval.
Ele estava documentado como parte da viagem e, de acordo com um relatório da Polícia Civil, ajudou a socorrer o motorista principal logo após a batida, mas não foi mais localizado desde então. As autoridades estão investigando se ele pode estar entre as vítimas carbonizadas. A Polícia Civil também informou que há divergências sobre o número exato de mortos.
O relatório da corporação aponta que 25 pessoas estavam relacionadas ao acidente e que um dos corpos pode não ter sido encontrado. Os oito corpos, que foram carbonizados após o incêndio que se seguiu à colisão, foram transferidos do Instituto Médico Legal (IML) de Taiobeiras para o Instituto Médico-Legal Dr. André Roquette, em Belo Horizonte, onde estão passando por exames de identificação.
Entre as vítimas fatais estão um bebê e duas crianças com idades estimadas entre 10 e 12 anos. Além disso, dez pessoas sobreviveram ao acidente e foram atendidas por equipes do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) e do Corpo de Bombeiros. Essas equipes realizaram um trabalho rápido e eficaz, considerando a gravidade da situação, e conseguiram prestar os primeiros socorros às vítimas que conseguiram escapar do incêndio.
A tragédia gerou comoção na comunidade local, que se uniu em luto pelas vidas perdidas. A Polícia Civil se solidarizou com os familiares das vítimas, afirmando que está empenhada na realização dos exames e na apuração das circunstâncias do caso. A investigação continua e mais informações devem ser divulgadas assim que os laudos periciais forem concluídos.
A expectativa é que a apuração traga clareza sobre as causas do acidente e ajude a evitar que tragédias semelhantes ocorram no futuro. A segurança nas estradas é uma preocupação constante, e casos como este ressaltam a importância de medidas preventivas e de fiscalização rigorosa para garantir a integridade de todos que utilizam as vias.