Final original de 'Lee Cronin's The Mummy' era muito mais sombrio, revela ator Jack Reynor

Por Autor Redação TNRedação TN

O filme Lee Cronin's The Mummy não foi considerado o melhor filme de múmia por muitos críticos, mas chamou atenção por suas cenas de gore intensas e um final que surpreendeu o público com uma reviravolta satisfatória. No entanto, o que poucos sabem é que o desfecho original da produção era muito mais sombrio e pessimista, conforme revelou o ator Jack Reynor, protagonista do longa.

Durante entrevistas, Reynor explicou que o diretor e roteirista Lee Cronin ajustou o final após as primeiras exibições de teste, que, apesar de terem sido alvo de rumores negativos — posteriormente desmentidos —, foram fundamentais para definir o tom final do filme. O ator comentou que, apesar de gostar do final original, compreende a decisão de alterar a conclusão para algo menos sombrio, pensando no impacto emocional para o público, especialmente para jovens espectadores.

Enredo e o final original

No enredo, a jovem Katie está possuída por um demônio feroz. Ela foi sequestrada anos antes pela mãe de uma amiga, personagem conhecida como "a Mágica", que a manteve como recipiente para conter o demônio, cumprindo uma obrigação ancestral da família. O sarcófago e as bandagens com inscrições antigas servem para aprisionar a entidade maligna.

O problema surge quando o sarcófago precisa ser movido da fazenda da Mágica. Durante o transporte, ocorre um acidente aéreo que faz com que o sarcófago se quebre, e Katie, ainda viva, porém mumificada e com sua alma humana quase extinta, é enviada do Egito para o Novo México, onde se reúne com sua família surpresa e agradecida.

O filme acompanha o caos crescente causado pela criatura que Katie se tornou, enquanto um detetive egípcio investiga o caso e o pai de Katie, Charlie (interpretado por Reynor), tenta desesperadamente entender o que está acontecendo com a filha.

O desfecho original

No final original, o detetive ajuda Charlie a manipular o demônio para que ele deixe o corpo de Katie e tome posse do corpo de Charlie, salvando a filha, mas condenando a si mesmo. Esse era o encerramento previsto inicialmente para o filme.

Alterações no final e o novo desfecho

Na versão que chegou aos cinemas, há uma cena adicional em que a Mágica, presa por ter sequestrado Katie, recebe a visita de Charlie, agora mumificado. Com a ajuda do detetive, o demônio salta novamente de corpo, libertando Charlie e assumindo o corpo da Mágica.

Jack Reynor comentou que essa cena foi filmada em uma refilmagem e que gostou da experiência de interpretar a múmia, mencionando ícones do gênero como Boris Karloff e Christopher Lee. Ele também explicou que a mudança foi feita para atender às expectativas do público, especialmente para evitar um final muito sombrio que pudesse desanimar espectadores mais jovens.

Reflexões sobre o final e possíveis desdobramentos

O novo final é mais catártico, dando uma espécie de justiça poética à Mágica, que foi responsável por torturar Katie por anos e causar sofrimento à família dela. No entanto, essa conclusão deixa uma questão em aberto: quem agora será responsável por conter o demônio?

Como a Mágica era a guardiã do conhecimento para manter o demônio aprisionado, e agora está possuída, a responsabilidade provavelmente recai sobre sua única filha sobrevivente, uma garota da idade de Katie, que terá que escolher uma nova vítima inocente para o ritual quando o corpo da mãe começar a se deteriorar.

Embora seja improvável que haja uma continuação para explorar essa trama, essa reflexão torna o final menos simples e mais carregado de implicações sombrias, mesmo com o tom de vingança presente.

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