O melhor disco do Kiss na opinião de Paul Stanley

Por Autor Redação TNRedação TN

O melhor disco do Kiss na opinião de Paul Stanley - Foto: Rolling Stone Brasil

Escolher um disco favorito em uma carreira que perpassa cinco décadas e conta com 20 álbuns de estúdio não é tarefa fácil. Para Paul Stanley, vocalista e guitarrista do Kiss, a resposta não reside necessariamente no repertório ou na perfeição técnica da gravação, mas sim na capacidade de traduzir a alma da banda para o ouvinte. Em entrevista ao podcast Broken Record, Stanley revelou que seu disco predileto do grupo é aquele que foi um divisor de águas: o ao vivo Alive!

, de 1975. Lançado em um momento delicado para o Kiss, Alive! foi responsável por catapultar a banda ao estrelato.

Até então, o grupo havia lançado três álbuns de estúdio — Kiss (1974), Hotter Than Hell (1974) e Dressed to Kill (1975) — que, apesar de conterem clássicos, não conseguiam retratar a energia explosiva que o grupo demonstrava nos palcos. Stanley exalta a importância de Alive! , que compila os melhores momentos dos três discos inaugurais, mas com uma performance mais eletrizante.

"Nunca achei que nenhum dos nossos três primeiros álbuns capturasse a intensidade do que a banda buscava ou representava. E isso era um problema, porque as pessoas vinham nos ver e muitas delas não compravam nossos álbuns", disse Stanley. Ele continua: "Queríamos um álbum que te imergisse na experiência.

O que significa estar rodeado de pessoas, o que significa ter bombas ensurdecedoras explodindo, o que significa corrigir quaisquer erros que pudessem acontecer, como uma corda arrebentando." O produtor Eddie Kramer admitiu na época que muitos ajustes foram necessários. Todavia, o resultado final foi exatamente o que o público precisava para entender quem era o Kiss.

Embora Alive! seja alvo de debates históricos devido aos overdubs (regravações em estúdio para corrigir erros da performance ao vivo), Paul Stanley minimiza as críticas. Para ele, o que importa é a fidelidade ao "sentimento" do show: "Esnobes ou puristas podem ter torcido o nariz para essa ideia.

Mas a verdade é que esse álbum ainda é considerado, se não o melhor, um dos melhores, e em muitos círculos o melhor álbum ao vivo de todos os tempos. Não porque tudo era ao vivo, mas porque capturou a experiência do ao vivo." A escolha de Alive!

como o melhor disco do Kiss por Paul Stanley não é apenas uma questão de nostalgia, mas também uma reflexão sobre a evolução da banda e a importância de se conectar com o público. O álbum não só consolidou o Kiss como uma das maiores bandas de rock da história, mas também estabeleceu um padrão para álbuns ao vivo que muitos artistas tentaram emular desde então. O impacto de Alive!

na carreira do Kiss é inegável. Ele não apenas trouxe reconhecimento comercial, mas também ajudou a definir a identidade da banda, que se tornaria sinônimo de performances ao vivo espetaculares e de uma estética visual marcante. A energia crua e a emoção capturadas no álbum continuam a ressoar com fãs de todas as gerações, provando que a música do Kiss transcende o tempo e continua a inspirar novos ouvintes.

Em um mundo onde a música é frequentemente produzida e manipulada digitalmente, a autenticidade e a energia de Alive! permanecem como um testemunho do que significa realmente estar ao vivo. A escolha de Paul Stanley reflete não apenas seu amor pela música, mas também sua compreensão profunda do que faz um álbum ressoar com o público.

Alive! é mais do que um disco; é uma experiência que continua a viver nos corações dos fãs do Kiss e do rock em geral.

Tags: Kiss, Paul Stanley, álbum Alive!, melhor disco do Kiss Fonte: rollingstone.com.br