Dólar hoje cai a R$ 4,95, menor valor em mais de 2 anos; no mês, queda foi de 4,4%

Por Autor Redação TNRedação TN

Dólar hoje cai a R$ 4,95, menor valor em mais de 2 anos; no mês, queda foi de 4,4%

O dólar fechou a quinta-feira, 30 de abril de 2026, cotado a R$ 4,95, o menor valor em mais de dois anos. Essa queda representa uma desvalorização de 4,4% no mês, refletindo um cenário mais favorável ao risco no mercado externo. O movimento foi impulsionado por perdas expressivas da divisa norte-americana e do petróleo, enquanto os investidores avaliavam a recente decisão do Banco Central do Brasil de cortar a taxa Selic em 0,25 ponto percentual, reduzindo-a para 14,50% ao ano.

Na sessão anterior, o dólar à vista havia fechado em alta de 0,39%, cotado a R$ 5,0021. No entanto, a tendência de queda se consolidou, com o dólar à vista fechando em baixa de 1,00%, a R$ 4,9523. Na semana, a moeda acumulou uma queda de 0,94%.

Às 17h06, o dólar futuro para junho, que é o mais líquido no mercado brasileiro, cedia 0,82%, sendo negociado a R$ 4,9890. O presidente do Federal Reserve (Fed), Jerome Powell, encerrou seu mandato de oito anos mantendo as taxas de juros inalteradas, em meio a crescentes preocupações com a inflação. A decisão do Fed, que foi a mais dividida desde 1992, com 8 votos a favor e 4 contra, gerou um clima de incerteza no mercado financeiro.

Os investidores agora descartam completamente a possibilidade de cortes de juros pelo Fed neste ano, com uma probabilidade de 55% de um aumento da taxa até abril de 2027, um aumento significativo em relação aos 20% antes da decisão. No Brasil, a recente redução da Selic foi justificada pelo Banco Central como uma necessidade de incorporar novas informações para definir a política monetária futura. O BC também mencionou a possibilidade de ajustes no ritmo e na extensão do ciclo de “calibração” da taxa, ressaltando a distância da inflação corrente em relação à meta estabelecida.

Essa abordagem reflete uma tentativa de equilibrar o crescimento econômico com o controle da inflação, um desafio constante para os formuladores de políticas monetárias. Além disso, a taxa de desemprego no Brasil ficou em 6,1% nos três meses até março, conforme a mediana das previsões em pesquisa da Reuters, que esperava que a taxa se mantivesse nesse patamar. Entretanto, a dívida bruta do Brasil subiu mais do que o esperado em março, e o déficit primário do setor público consolidado superou as expectativas no mês.

A dívida pública bruta do país, como proporção do PIB, fechou o mês em 80,1%, em comparação a 79,2% no mês anterior. Já a dívida líquida do setor público subiu para 66,8%, de 65,5%. Esses dados refletem um cenário econômico complexo, onde a política monetária e as condições do mercado externo influenciam diretamente a cotação do dólar.

A expectativa é que os próximos meses sejam cruciais para a definição da trajetória da moeda, especialmente com as decisões do Fed e as respostas do Banco Central brasileiro às condições econômicas internas e externas. O mercado continuará atento a esses fatores, que podem impactar não apenas a cotação do dólar, mas também a economia brasileira como um todo. A interação entre as políticas monetárias dos Estados Unidos e do Brasil será um ponto focal, uma vez que qualquer mudança significativa pode provocar reações em cadeia nos mercados financeiros globais, afetando investimentos e a confiança dos consumidores.

Portanto, a vigilância sobre as tendências econômicas e as decisões políticas será fundamental para entender a direção futura do dólar e suas implicações para a economia nacional.

Tags: Dólar, Queda, Cotação, Selic, Mercado Fonte: www.infomoney.com.br