Um recente estudo divulgado pela Sportico, plataforma especializada em estudos sobre negócios globais do esporte, revelou que os clubes de futebol Real Madrid e Barcelona continuam a ser as equipes mais valiosas do mundo, avaliadas em 7,7 bilhões e 6,6 bilhões de dólares, respectivamente. Além deles, o Manchester United também se destaca, ocupando a terceira posição entre as 40 equipes esportivas mais valiosas do mundo, com uma avaliação de 6,5 bilhões de dólares. Essa lista inclui predominantemente franquias da NFL e da NBA, com 25 e 8 representantes, respectivamente.
Os dados mostram que, apesar do grande alcance de audiência que o futebol possui, clubes como Real Madrid, Barcelona e Manchester United enfrentam desafios estruturais que limitam sua valorização em comparação a ligas mais organizadas financeiramente, como a NFL e a NBA. O CEO da P&P Sport Management, Claudio Fiorito, analisa que o controle de custos, a previsibilidade de receitas e a ausência de rebaixamento criam um ambiente mais estável e atrativo para investidores. Para que o futebol evolua nesse aspecto, será fundamental encontrar um equilíbrio entre competitividade esportiva e sustentabilidade financeira.
Além dos três clubes mencionados, outras equipes também se destacam em termos de valor de mercado. O Bayern de Munique, por exemplo, está avaliado em 5,8 bilhões de dólares, enquanto o Liverpool segue de perto com 5,7 bilhões de dólares. Esses números refletem a força econômica do futebol europeu, que continua a dominar o cenário global.
A lista dos 15 times mais ricos do mundo é composta exclusivamente por equipes europeias, mas a Major League Soccer (MLS) conseguiu emplacar 18 clubes entre os 50 mais valiosos, seguida pela Premier League, que possui 16. O crescimento da MLS é notável, mesmo que a liga não consiga igualar a receita dos principais clubes europeus. A estrutura da liga, que promove a colaboração entre os proprietários e mantém um controle de custos mais rigoroso, é um dos fatores que contribui para esse sucesso.
O levantamento da Sportico também destaca que o futebol ainda possui um enorme potencial de crescimento, especialmente no que diz respeito à gestão e ao modelo de negócios. Enquanto ligas como a MLS avançam com uma governança centralizada e estabilidade, o futebol europeu ainda depende fortemente da performance esportiva e de receitas variáveis. Eventos como a FutPro Expo, que ocorrerá entre os dias 7 e 9 de maio em Fortaleza, visam provocar debates sobre a profissionalização da indústria do futebol.
A Premier League é reconhecida como a liga de futebol mais rica do mundo, mas em termos de escala, Real Madrid e Barcelona se destacam. Essas duas equipes foram as únicas a gerar mais de 1 bilhão de dólares em receita durante a temporada 2024-25, com 1,3 bilhão e 1,1 bilhão, respectivamente. O Dallas Cowboys, da NFL, e o Los Angeles Dodgers, da MLB, são as únicas outras equipes esportivas que também alcançaram essa marca.
Os 50 maiores clubes de futebol do mundo, juntos, valem 95,5 bilhões de dólares, o que representa um aumento de 11% em relação ao ano anterior. Este ganho anual é o maior já registrado nos quatro anos de rankings da Sportico, embora ainda fique atrás dos aumentos em outras grandes ligas esportivas masculinas no último ano, como a Fórmula 1, que subiu 48%, e a NFL e a NBA, que cresceram 20% cada. Em resumo, o estudo da Sportico não apenas reafirma a posição de Real Madrid e Barcelona como líderes em valor de mercado, mas também ressalta os desafios que o futebol enfrenta em um cenário competitivo global.
A necessidade de inovação e adaptação na gestão financeira é crucial para que o futebol possa competir de igual para igual com outras ligas esportivas em termos de valorização e sustentabilidade.