O Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, registrou uma queda de 0,92% na última segunda-feira, 4 de maio, fechando a 185. 600,12 pontos. O desempenho negativo foi influenciado por grandes empresas do setor, conhecidas como blue chips, como Vale e Itaú Unibanco, que estiveram entre as maiores pressões de baixa.
Em contrapartida, a Embraer se destacou positivamente após receber uma encomenda do Oriente Médio, o que ajudou a mitigar um pouco a queda geral do índice. O dia foi marcado por um volume financeiro de R$ 26,38 bilhões, refletindo a movimentação dos investidores após o fim de um feriado prolongado. O Ibovespa chegou a marcar 185.
537,58 pontos na mínima e 187. 666,20 pontos na máxima do dia. De acordo com analistas do Itaú BBA, o índice permanece acima da região de 184.
300 pontos, o que indica uma tendência de alta no curto prazo. No entanto, a perda desse nível pode abrir espaço para novas quedas, com projeções que vão até 179. 700 e 174.
900 pontos. Para que o Ibovespa retome força e atraia fluxo comprador, é necessário que o índice rompa a resistência em 189. 100 pontos, conforme indicado no relatório Diário do Grafista.
A cena geopolítica também continua a ser um fator importante no radar dos investidores, especialmente após o anúncio do Novo Desenrola, um programa do governo federal voltado para a renegociação de dívidas de famílias, micro e pequenas empresas e agricultores familiares. Entre os destaques negativos do dia, a ação da Hapvida caiu 7,18%, após um período de alta acumulada de quase 23% em abril. A empresa havia registrado uma alta de 5,45% no último dia 30, em uma sessão marcada por uma assembleia de acionistas que aprovou o aumento no número de assentos do conselho de administração.
No setor bancário, o Itaú Unibanco teve uma queda de 1,8%, enquanto o Bradesco e o Banco do Brasil também apresentaram perdas de 2,12% e 1,35%, respectivamente. O Santander Brasil recuou 1,65%. A sessão foi marcada por preocupações no setor, especialmente após o governo anunciar medidas para a renegociação de dívidas, que incluem regras mais rígidas para a concessão de empréstimos com desconto em folha para aposentados do INSS e servidores públicos.
Por outro lado, a Petrobras teve um desempenho positivo, com suas ações subindo 0,53% em um dia de alta do petróleo no exterior. A companhia divulgou dados de vendas e produção no primeiro trimestre e anunciou um aumento nos preços de querosene de aviação e gás natural. O BTG Pactual elevou o preço-alvo das ações da Petrobras de R$ 56 para R$ 62, mantendo a recomendação de compra para o papel.
A Embraer, por sua vez, viu suas ações valorizarem 2,54% após o anúncio de que os Emirados Árabes Unidos fizeram uma encomenda de cargueiros KC-390, marcando a primeira compra da aeronave por um país do Oriente Médio. O acordo inclui 10 pedidos firmes e 10 opções de compra, representando a maior encomenda internacional de um único país para o cargueiro da Embraer. No setor de construção, a Cyrela e a MRV também enfrentaram quedas significativas, com perdas de 4,98% e 3,47%, respectivamente.
O índice do setor imobiliário fechou em baixa de 2,12%, influenciado pelas novas medidas do governo para a renegociação de dívidas, que incluem o uso do FGTS, um importante financiador de imóveis. Em resumo, o dia foi marcado por uma combinação de fatores que impactaram o desempenho do Ibovespa, incluindo a pressão de grandes empresas, a cena geopolítica e as novas políticas do governo. Os investidores permanecem atentos às movimentações do mercado e às possíveis repercussões das medidas anunciadas pelo governo.