Dólar inicia o dia a R$ 4,89 com alta do petróleo e revisão da inflação no Focus

Por Autor Redação TNRedação TN

Dólar inicia o dia a R$ 4,89 com alta do petróleo e revisão da inflação no Focus - Foto: G1

O dólar iniciou a sessão desta segunda-feira (11) com leve alta, avançando 0,06% na abertura, cotado a R$ 4,8972. O Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, também apresentou movimento, abrindo às 10h. Os investidores começaram a semana atentos a novos sinais sobre inflação e juros no Brasil, enquanto, no exterior, a escalada das tensões no Oriente Médio voltou a pressionar o mercado de petróleo.

No Brasil, o destaque do dia foi o Boletim Focus, divulgado pelo Banco Central. O relatório mostrou que os economistas elevaram pela nona semana consecutiva a projeção para a inflação de 2026, de 4,89% para 4,91%. Essa revisão reflete a preocupação com os impactos da alta do petróleo, que, por sua vez, é influenciada pela instabilidade política no Oriente Médio.

No cenário internacional, o preço do petróleo subiu após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, rejeitar rapidamente a resposta do Irã a uma proposta americana de paz, aumentando os temores de prolongamento do conflito. Por volta das 7h30 (horário de Brasília), o barril do Brent, referência internacional, avançava 2,69%, para US$ 103,52. Nos EUA, o WTI subia 2,19%, cotado a US$ 97,51.

A alta do petróleo é um fator crítico que pode pressionar a inflação no Brasil, uma vez que o aumento nos preços dos combustíveis tende a refletir em outros setores da economia. A expectativa do mercado é que a inflação fique em 4,91% no ano que vem, acima da meta do Banco Central, que é de 3%. Essa situação gera preocupações sobre o poder de compra da população, especialmente entre os que recebem salários mais baixos, já que os preços sobem enquanto os salários não acompanham esse aumento.

Apesar das preocupações com a inflação, o mercado continua apostando em uma queda da taxa Selic nos próximos anos. Atualmente, os juros básicos do país estão em 14,5% ao ano. Os economistas também mantiveram a previsão de crescimento moderado da economia brasileira em 2026 e reduziram um pouco a estimativa para o dólar no fim do ano.

Além disso, o dia foi marcado pela estreia da Compass, empresa de gás e energia controlada pela Cosan, na bolsa brasileira. Este foi o primeiro IPO da B3 desde 2021. As ações da Compass foram negociadas com o código “PASS3”, e o preço foi definido em R$ 28 por ação, com a operação podendo movimentar cerca de R$ 3,2 bilhões.

Após a estreia, os papéis chegaram a operar em alta no início do pregão, mas perderam força ao longo da manhã, caindo 0,96%, cotados a R$ 27,73. No cenário internacional, as tensões entre os EUA e o Irã continuam a ser um fator de risco. As negociações para encerrar a guerra entre os dois países voltaram a travar após Trump classificar como “totalmente inaceitáveis” as exigências apresentadas por Teerã.

O Irã busca garantias de que não sofrerá novos ataques e a suspensão de sanções econômicas, enquanto os EUA querem limitar o programa nuclear iraniano e impedir que o país volte a ameaçar o Estreito de Ormuz, uma rota estratégica para o comércio mundial de petróleo. Os mercados globais também mostraram reações a esses eventos. Em Wall Street, os principais índices americanos fecharam em alta, impulsionados pelos resultados corporativos de tecnologia.

O Nasdaq subiu 0,10%, enquanto o S&P 500 e o Dow Jones avançaram 0,19% cada. Na Europa, o índice pan-europeu STOXX 600 encerrou o pregão praticamente estável, com leve alta de 0,01%. Na Ásia, as bolsas fecharam em alta, impulsionadas pelas ações de tecnologia e pelo otimismo com a inteligência artificial.

Em resumo, o mercado financeiro brasileiro e internacional está em um momento de cautela, com a alta do petróleo e as revisões nas projeções de inflação influenciando as decisões dos investidores. A expectativa é que esses fatores continuem a impactar a economia nos próximos meses.

Tags: Dólar, Inflação, Petróleo, Ibovespa, Compass Fonte: g1.globo.com