Dólar hoje sobe mais de 1% com risco político e preocupações com inflação no exterior

Por Autor Redação TNRedação TN

O dólar à vista apresentou uma alta significativa de 1,63% nesta sexta-feira, 15 de maio de 2026, fechando a R$ 5,067. Essa valorização da moeda norte-americana é atribuída a uma combinação de fatores que incluem pressões inflacionárias globais, aumento nos preços do petróleo e um cenário político interno instável. A alta dos preços da energia tem gerado preocupações sobre a inflação, o que, por sua vez, alimenta as expectativas de que o Federal Reserve (Fed) dos Estados Unidos possa aumentar as taxas de juros ainda neste ano.

O aumento das taxas é visto como uma medida necessária para conter a inflação crescente, que tem sido exacerbada pela guerra no Oriente Médio e suas consequências sobre o mercado de petróleo. Essa situação é particularmente preocupante, pois a inflação elevada pode impactar não apenas a economia dos EUA, mas também a economia global, levando a uma desaceleração do crescimento econômico. Além disso, a percepção de risco político no Brasil também tem contribuído para a valorização do dólar.

Recentemente, surgiram notícias sobre o senador Flávio Bolsonaro, que está envolvido em um escândalo que pode impactar a imagem do governo atual. A ligação de Flávio com um ex-dono de uma empresa de entretenimento, que supostamente negociou grandes quantias para financiar um filme sobre seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, tem gerado incertezas sobre a estabilidade política no país. Essa situação é vista por muitos investidores como um fator que pode aumentar as chances de reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o que, por sua vez, é considerado negativo para o ajuste das contas públicas.

A instabilidade política pode levar a uma falta de confiança dos investidores, resultando em uma fuga de capitais e, consequentemente, na valorização do dólar frente ao real. No mercado internacional, a aversão ao risco também tem sido um tema recorrente, especialmente em meio a tensões geopolíticas. O impasse nas negociações de paz entre os EUA e o Irã, combinado com a alta do petróleo, tem levado os investidores a buscar segurança em ativos mais estáveis, como o dólar.

A alta do petróleo, que voltou a subir, é um reflexo direto das tensões no Oriente Médio, especialmente após declarações do presidente dos EUA, Donald Trump, sobre sua insatisfação com o Irã. Essa situação gera um ambiente de incerteza que pode afetar a economia global, levando os investidores a preferirem a segurança do dólar em vez de outras moedas. Os índices futuros dos EUA também apresentaram recuos, refletindo a cautela dos investidores diante de um cenário econômico incerto.

A alta do petróleo, que voltou a subir, é um reflexo direto das tensões no Oriente Médio, especialmente após declarações do presidente dos EUA, Donald Trump, sobre sua insatisfação com o Irã. Essa situação gera um ambiente de incerteza que pode afetar a economia global, levando os investidores a preferirem a segurança do dólar em vez de outras moedas. Os dados do mercado mostram que o dólar futuro para junho, que é o mais líquido no mercado brasileiro, avançou 1,53% na B3, atingindo R$ 5,081.

Essa movimentação indica que os investidores estão se preparando para um cenário de maior volatilidade e incerteza nos próximos meses. A expectativa de que o Fed possa aumentar as taxas de juros também está influenciando o comportamento dos investidores, que buscam se proteger contra possíveis perdas. Em resumo, a alta do dólar é resultado de uma combinação de fatores externos e internos.

As pressões inflacionárias globais, o aumento dos preços do petróleo e a instabilidade política no Brasil estão moldando o comportamento do mercado. Os investidores devem continuar atentos a esses desenvolvimentos, pois eles podem impactar não apenas a cotação do dólar, mas também a economia brasileira como um todo. A situação atual exige uma análise cuidadosa das condições econômicas e políticas, pois qualquer mudança significativa pode ter repercussões amplas no mercado financeiro.

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