Os mercados globais enfrentam uma queda acentuada nesta segunda-feira, 18 de maio de 2026, em meio a uma escalada das tensões no Oriente Médio e a alta dos preços do petróleo, que superaram a marca de US$ 110 por barril. O aumento nos preços do petróleo é impulsionado pelo prolongamento do impasse entre os Estados Unidos e o Irã, que já dura mais de dois meses, sem sinais concretos de resolução. Esse cenário gera preocupações sobre possíveis interrupções no fornecimento global de energia, elevando a cautela entre os investidores e mantendo os rendimentos dos títulos públicos em níveis elevados.
Por volta das 8h20, o petróleo Brent, referência internacional, avançava 1,08%, cotado a US$ 110,44 o barril, enquanto o WTI, referência nos Estados Unidos, subia 0,95%, para US$ 106,42. Essa alta nos preços do petróleo está diretamente relacionada ao aumento da aversão ao risco nos mercados, que se reflete na queda dos índices acionários. Os contratos futuros do S&P 500, que reúne as 500 maiores empresas de capital aberto dos EUA, recuavam 0,45%, sinalizando a possibilidade de duas perdas consecutivas em maio.
Na Europa, o índice Stoxx 600, que acompanha 600 empresas de 17 países, caía 0,49%, pressionado principalmente pelos setores de consumo e automotivo. A tensão entre os EUA e o Irã se intensificou após drones atingirem uma usina nuclear nos Emirados Árabes Unidos, aumentando ainda mais a aversão ao risco. O presidente dos EUA, Donald Trump, afirmou que "o relógio está correndo" para Teerã, indicando um endurecimento da retórica americana.
A situação no Estreito de Ormuz, uma rota estratégica para o transporte global de petróleo, continua sem solução, o que agrava as incertezas no mercado. Além das pressões geopolíticas, os investidores estão atentos aos efeitos da alta dos preços da energia sobre a inflação e a política monetária global. Os rendimentos dos títulos japoneses de 30 anos dispararam 20 pontos-base antes de devolver parte do avanço.
Os Treasuries americanos e os títulos europeus operavam próximos da estabilidade após uma forte liquidação na semana anterior. O mercado também monitora os próximos passos do Federal Reserve, que deve manter os juros elevados por mais tempo diante de um cenário inflacionário desafiador. No Brasil, a alta do petróleo pode resultar em um aumento significativo na arrecadação, estimado em R$ 40 bilhões para este ano, segundo informações apuradas.
Essa arrecadação adicional pode ter um impacto positivo nas contas públicas, mas também levanta preocupações sobre o aumento dos preços dos combustíveis e seu efeito sobre a inflação interna. Os mercados operavam da seguinte forma por volta das 8h50: - Dow Jones Futures: -0,54%, aos 49. 344 pontos - S&P 500 Futures: -0,38%, aos 7.
404 pontos - Nasdaq Futures: -0,36%, aos 29. 125 pontos - Stoxx 600: -0,43%, aos 5. 025 pontos - FTSE 250 (Reino Unido): -0,53%, aos 22.
476 pontos - DAX (Alemanha): +0,27%, aos 24. 015 pontos - CAC 40 (França): -0,67%, aos 7. 899 pontos - Nikkei 225 (Japão): -0,97%, aos 60.
815 pontos - Hang Seng (Hong Kong): -1,11%, aos 25. 675 pontos - Shanghai Composite (China): -0,09%, aos 4. 131 pontos - Kospi (Coreia do Sul): +0,31%, aos 7.
516 pontos. A situação atual nos mercados financeiros reflete a interconexão entre eventos geopolíticos e a economia global, destacando a importância de monitorar as tensões no Oriente Médio e suas repercussões nos preços do petróleo e na estabilidade econômica mundial.