Ballerina, o mais novo filme do universo John Wick, estrelado por Ana de Armas, promete ação intensa, porém deixou a desejar em sua narrativa, uma dualidade que surpreende os espectadores. Apesar de ser um filme de vingança genérico, a qualidade das sequências de ação o coloca como um entretenimento visual inegável.
No início, a crítica revela a dificuldade em manter uma visão analítica, devido à adrenalina das cenas de combate que se sucedem rapidamente. “É um filme que consegue ser ao mesmo tempo péssimo e incrível”, afirma o crítico, descrevendo como Ballerina se afasta da complexidade narrativa e se concentra em sequências de ação inovadoras e emocionantes.
A trama se passa entre os eventos dos segundos e terceiros filmes da franquia John Wick, apresentando Eve, interpretada por Ana de Armas, uma órfã que treina com os Ruska Roma, similar ao seu mentor John Wick. O filme oferece um vislumbre do passado de Eve e seu desejo ardente de vingar a morte do pai, mas logo fica claro que a história pouco importa.
Embora a linha narrativa principal de vingança seja previsível, o diretor Len Wiseman utiliza cenários e cenários impressionantes para criar sequências de luta que conseguem cativar o público. A cena de um carro em um beco, a batalha subterrânea com granadas, e o combate com lanças-chamas são alguns exemplos que deixam o público em estado de espanto. Um dos pontos altos do filme é a performance de Ana de Armas, que brilha em seu papel, trazendo carisma à protagonista.
Além disso, o filme conta com um elenco de peso, incluindo Anjelica Huston e Norman Reedus, e a presença de Keanu Reeves traz um toque familiar. No entanto, essa inclusão de Wick pode, paradoxalmente, enfraquecer a imagem de Eve, já que a força do personagem de Reeves ofusca a nova protagonista. “Esse filme acabaria sendo melhor sem a presença de Wick”, observa o crítico.
A experiência oferecida por Ballerina destaca um entretenimento visual robusto, mesmo que desapontador em termos de enredo. Ao longo das quase duas horas de filme, o espectador deve estar ciente de que o que realmente brilha são as cenas de ação intensas, com pouca preocupação com a profundidade emocional ou desenvolvimento de personagens.
Apesar de suas falhas, Ballerina promete ser um deleite para aqueles que buscam apenas ação. “É um caso em que desligar o cérebro funciona bem”, conclui o crítico, ressaltando que, apesar de ser esquecível em termos narrativos, o filme entrega uma experiência inegavelmente divertida e eletrizante. O lançamento oficial, Ballerina: do Mundo John Wick, ocorre esta semana.