Michael Jackson: O acidente que pôs fogo nos cabelos do astro e pode ter levado a vício em analgésicos

Por Autor Redação TNRedação TN

Michael Jackson lidera zumbis em cena icônica do clipe Thriller, de 1983.

Michael Jackson, um dos maiores ícones da música pop, viveu um momento trágico que marcou sua vida e carreira para sempre. No auge do sucesso, logo após o lançamento do álbum "Thriller", o cantor aceitou participar da gravação de um comercial milionário para a Pepsi, que simulava uma apresentação sua diante de milhares de pessoas em um auditório em Los Angeles, nos Estados Unidos.

O acidente durante a gravação do comercial

O episódio ocorreu no dia 27 de janeiro de 1984, no Shrine Auditorium. Durante a gravação, Michael deveria realizar um salto e descer um lance de escadas no palco, aproximando-se da plateia de figurantes, enquanto um efeito pirotécnico gerava fumaça sobre ele. Nos primeiros takes, tudo correu conforme o planejado, mas no momento em que a ignição da fumaça foi acionada antes do previsto, faíscas atingiram os cabelos do cantor, que pegaram fogo.

Por alguns segundos, Michael não percebeu que sua cabeça estava em chamas. Ele continuou descendo os degraus com os cabelos em chamas até que membros da equipe correram para apagar o fogo, batendo em sua cabeça. O cantor então jogou-se no chão e começou a se debater, sofrendo queimaduras severas.

Consequências físicas e emocionais

  • Michael sofreu queimaduras de segundo grau do tamanho de uma palma da mão e uma pequena área com queimaduras de terceiro grau.
  • Foi levado ao Centro Médico Cedars-Sinai, em Los Angeles, onde recebeu tratamento e passou por cirurgias para esconder as cicatrizes.
  • O acidente afetou o crescimento dos cabelos em alguns pontos da cabeça, levando o cantor a usar perucas posteriormente.

Apesar da gravidade, Michael teve sorte de não ter queimaduras no rosto. Para controlar as dores, ele precisou tomar diversos medicamentos, incluindo sedativos fortes para conseguir dormir.

Impacto na saúde e dependência química

O acidente é apontado como um possível gatilho para a dependência de analgésicos que Michael desenvolveu ao longo dos anos. Fontes próximas ao cantor indicaram que o trauma e a dor crônica decorrentes das queimaduras contribuíram para o uso contínuo de medicamentos fortes.

Essa dependência foi um fator importante na trágica morte do artista em 2009, quando sofreu uma overdose de analgésicos de uso hospitalar, incluindo o potente sedativo propofol.

Indenização e legado

Após o acidente, Michael Jackson e a Pepsi chegaram a um acordo que resultou em uma indenização de US$ 1,5 milhão. O cantor doou esse valor para o Centro Médico Brotman, em Los Angeles, que renomeou sua ala de tratamento para pacientes queimados como Michael Jackson Burn Center, em homenagem ao astro.

Anos depois, o músico voltou a estrelar outra campanha publicitária para a Pepsi, demonstrando a continuidade da parceria entre as partes.

A cinebiografia "Michael" e a memória do acidente

O acidente de 1984 é retratado na cinebiografia "Michael", dirigida por Antoine Fuqua, que está em cartaz nos cinemas. O filme resgata a trajetória do rei do pop desde os tempos dos Jackson's 5 até sua carreira solo, incluindo o episódio que marcou sua vida e pode ter contribuído para sua dependência química.

O longa também levanta questões sobre o impacto do acidente na saúde mental e física do cantor, oferecendo ao público uma visão mais profunda sobre os desafios enfrentados por Michael Jackson.

Assim, o episódio que colocou fogo nos cabelos do astro não foi apenas um acidente isolado, mas um evento que deixou sequelas duradouras e influenciou sua vida pessoal e profissional.

Tags: Michael Jackson, acidente Michael Jackson, queimaduras Michael Jackson, vício em analgésicos, comercial Pepsi Michael Jackson, cinebiografia Michael, Michael Jackson dependência química, Michael Jackson 1984, Michael Jackson queimaduras, Michael Jackson Pepsi Fonte: oglobo.globo.com