Na mais recente edição do quadro Song Shuffle da *Rolling Stone*, Maya Hawke arriscou tudo. Em uma entrevista durante o SXSW, a cantora e atriz não apenas compartilhou sua playlist, mas também toda a sua biblioteca do iTunes, afirmando: "Eu a tenho há muito tempo". A primeira música que tocou foi "Fire Burning", de Sean Kingston, o que levou Hawke a questionar: "Houve algum sucesso maior e melhor do que 'Beautiful Girls'?"
Ela recordou: "Era uma das minhas músicas favoritas, uma das primeiras que eu ouvia dançando coladinha nos bailes da oitava série, quando ainda usava aparelho nos dentes. E era incrível. Foi uma época maravilhosa."
Em sua biblioteca, também estava "Nasa's Fake", de Raffaella, uma amiga de Hawke, que ela descreveu como tendo uma "voz que poderia quebrar vidro, no bom sentido". A seguir, tocou "I Went to the Store One Day", de Father John Misty, que, segundo Hawke, inspirou seu quarto álbum, *Maitreya Corso*, lançado recentemente. A ordem aleatória também incluiu "Breezeblocks" do alt-J, onde ela brincou: "Dei muita sorte", e "Seaside" do The Kooks.
Quando questionada sobre qual música todos deveriam adicionar às suas playlists, Hawke respondeu: "Bem, provavelmente todos da minha equipe e da minha gravadora me matariam se eu não dissesse minha própria música, que já está disponível e se chama 'Devil You Know', do meu novo álbum." Hawke também comentou sobre seu retorno aos palcos após três anos: "Fazer turnê me assusta muito. Eu fico muito, muito nervosa."
Ela acrescentou: "Percebo que quanto mais velha fico, pior fica meu medo do palco. Quando eu era mais jovem, não tinha medo. Eu só precisava fazer xixi várias vezes antes de subir ao palco."
Apesar do nervosismo, Hawke espera "construir uma experiência de turnê que, com sorte, me dê a longevidade e a força para querer e ser capaz de fazer isso com mais frequência". A artista enfatizou que está trazendo um senso de intimidade e está realmente tentando criar um show que seja o que ela gostaria de assistir, e não o que acha que os outros querem. A entrevista revela não apenas as preferências musicais de Hawke, mas também um lado mais pessoal e vulnerável da artista, que busca se conectar com seu público de maneira mais autêntica.
Maya Hawke continua a se destacar no cenário musical e cinematográfico, e suas reflexões sobre a música e a performance oferecem uma visão fascinante sobre a vida de uma jovem artista em ascensão. Com seu novo álbum e a expectativa de uma turnê, os fãs certamente estarão atentos ao que vem a seguir. Além de suas memórias nostálgicas, a conversa com Hawke também destaca a importância da música em sua vida e como ela moldou suas experiências durante a adolescência.
A artista não apenas revisita suas canções favoritas, mas também reflete sobre como essas músicas a ajudaram a se expressar e a se conectar com os outros em momentos cruciais de sua vida. A escolha de "Fire Burning" como uma de suas músicas favoritas é emblemática de uma época em que a música pop dominava as pistas de dança e os corações dos jovens. A lembrança de dançar coladinha nos bailes da oitava série traz à tona a inocência e a alegria da juventude, algo que muitos podem se identificar.
Hawke também menciona a influência de seus amigos e colegas artistas, como Raffaella, que trazem novas perspectivas e sons para sua vida musical. Essa rede de apoio e colaboração é fundamental para a evolução de qualquer artista, e Hawke parece estar ciente disso, valorizando as conexões que fez ao longo de sua jornada. Por fim, a expectativa em torno de seu novo álbum, *Maitreya Corso*, e o desejo de criar uma experiência de turnê única e íntima mostram que Hawke está pronta para abraçar novos desafios e se reinventar como artista.
Com sua autenticidade e vulnerabilidade, ela promete continuar a cativar seu público e a deixar sua marca na indústria da música e do entretenimento.