A opinião do Black Pantera sobre como lidar com os haters

Por Autor Redação TNRedação TN

A opinião do Black Pantera sobre como lidar com os haters

O Black Pantera, uma das bandas brasileiras mais proeminentes da atualidade, tem enfrentado uma quantidade significativa de haters, especialmente devido à sua mensagem antirracista e à sua formação como um grupo de som pesado composto por homens negros. Em uma recente entrevista à Rolling Stone Brasil, os integrantes da banda compartilharam suas experiências e estratégias para lidar com o abuso online que frequentemente recebem. O guitarrista e vocalista Charles Gama comentou sobre a dificuldade de ignorar os comentários negativos, mas enfatizou a importância de não se deixar abater por eles.

"Isso acaba sendo pesadíssimo. Se você ficar só olhando os comentários de ódio, você adoece. Desde o começo, nunca dei bola, mas vez ou outra surge algo que pega.

Lidamos da melhor forma possível. Antigamente, comprávamos muita briga. Hoje, deixamos lá.

Temos fãs maravilhosos que compram a briga", disse Gama. Chaene da Gama, baixista e vocalista, também abordou como os haters impactam não apenas os membros da banda, mas também suas famílias. Ele mencionou que teve que educar seus parentes sobre como lidar com os comentários negativos.

"Temos até que educar os nossos familiares. Às vezes, meu pai ou minhas filhas veem comentários em uma matéria e eu falo: ‘deixa, não discute’. Esses haters estão aí pra fazer barulho e quanto mais a banda se populariza, maior é essa carga.

Não vamos mudar isso daqui de casa discutindo com a pessoa, ainda mais por ser uma parcela ínfima. Quem se incomoda com os dizeres ‘fogo nos racistas’, ou por uma banda se declarar antirracista, tem algum problema com isso. Seria bom revisar o seu sentimento", explicou Chaene.

Rodrigo “Pancho” Augusto, o baterista, adotou uma postura mais desafiadora em relação aos haters. Ele acredita que a melhor resposta da banda deve ser dada em seus shows. "Hater é bom para gerar engajamento.

Então, continue gerando engajamento. Não vamos responder — somente ao vivo, no show, onde damos a nossa melhor resposta", afirmou. A próxima oportunidade do Black Pantera de se apresentar e responder aos detratores será no dia 16 de maio, quando abrirão o show do Korn no Allianz Parque, em São Paulo, ao lado das bandas Spiritbox e Seven Hours After Violet (S.

H. A. V.)

Essa apresentação promete ser um momento significativo para a banda, que continua a se afirmar como uma voz poderosa na cena musical brasileira. A mensagem central do Black Pantera, que é de resistência e luta contra o racismo, ressoa fortemente em suas letras e performances. A banda não apenas se destaca pela sua música pesada, mas também pela sua postura firme em defesa de causas sociais.

A relação com os haters, portanto, é vista como um reflexo do impacto que a banda tem na sociedade, onde a popularidade muitas vezes atrai críticas e ataques. A luta contra o preconceito e a discriminação é uma constante na trajetória do Black Pantera, e os integrantes demonstram que, apesar das dificuldades, a música e a conexão com os fãs são as melhores formas de resposta. O apoio da comunidade e dos fãs é fundamental para a banda, que se mantém firme em sua missão de promover uma mensagem de igualdade e justiça através da arte.

Com a crescente popularidade, o Black Pantera continua a desafiar normas e a inspirar novas gerações de músicos e fãs. A abordagem da banda em relação aos haters é um exemplo de como lidar com a negatividade de forma construtiva, focando no que realmente importa: a música e a mensagem que desejam transmitir ao mundo.

Tags: Black Pantera, haters, banda brasileira, música antirracista Fonte: rollingstone.com.br