Steve Kerr lamenta morte de Oscar Schmidt, um ícone do basquete
A morte do ídolo do basquete Oscar Schmidt comove os brasileiros. O técnico do Golden State Warriors, Steve Kerr, comentou sobre a triste notícia, ressaltando a admiração que tinha pelo brasileiro, conhecido como Mão Santa. Oscar faleceu aos 68 anos, e sua passagem certamente deixou uma marca indelével na história do esporte.
Em uma entrevista antes da partida de sua equipe contra o Phoenix Suns, durante o play-in da NBA, Kerr não escondeu seus sentimentos. Ele e Oscar foram adversários durante o Mundial de Basquete de 1986, um torneio que ficou gravado na memória dos apaixonados pelo esporte. Na semifinal, a seleção americana venceu o Brasil por 96 a 80, mas o momento que marcou Kerr foi um gesto solidário de Oscar, que o carregou até a saída da quadra após uma grave lesão no joelho.
“Um dos maiores arremessadores que vi na vida, não tinha medo de arremessar. Tinha um pouco da mentalidade do Stephen Curry, não pensava duas vezes [em arremessar]. Um jogador maravilhoso, com uma mentalidade incrível. Eu joguei contra ele em 1986, e ele me carregou nos braços, literalmente, até a saída da quadra. Foi um gesto incrível”, declarou Kerr, demonstrando sua tristeza pela perda precoce do ex-atleta.
Oscar Schmidt não era apenas um atleta talentoso, mas uma verdadeira lenda do basquete. Maior pontuador da história das Olimpíadas, Oscar deixa um legado que transcende fronteiras. Ele é lembrado por sua paixão pelo esporte e seu comprometimento com a seleção brasileira. Durante sua vida, ele enfrentou um tumor cerebral por 15 anos, uma batalha que o ex-atleta lutou com grande coragem até o fim.
A família de Oscar comunicou a sua morte, sucedida por uma parada cardiorrespiratória em São Paulo. Ele deixou a esposa, Maria Cristina, e os filhos, Felipe e Stephanie. Esta intensa luta contra a doença não diminuiu sua grandeza, sendo reconhecido e idolatrado tanto em sua terra natal quanto internacionalmente.
Oscar, que recusou a NBA para defender a seleção brasileira, ostenta recordes imbatíveis: é o maior pontuador da história dos Jogos Olímpicos com 1.093 pontos e da seleção brasileira com 7.693 pontos. Sua conquista e sua presença foram reconhecidas até mesmo nos Estados Unidos, onde a importância de seus feitos é admirada, mesmo sem que ele tenha feito parte da liga profissional.
Em abril deste ano, Oscar foi introduzido ao Hall da Fama do Comitê Olímpico do Brasil, uma honraria que reafirma sua contribuição ao esporte. Participando de cinco edições de Olimpíadas, ele é o único jogador a superar a marca de 1.000 pontos nos Jogos, além de estar no Hall da Fama do Basquete e da NBA.
Seu legado persiste e será eternamente lembrado pelos amantes do basquete, que encontrarão inspiração em sua história e suas realizações.