O Botafogo-PB, clube que vive um período conturbado desde a implementação do modelo de Sociedade Anônima do Futebol (SAF), acaba de anunciar Marcelo Fernandes como seu sétimo técnico em pouco mais de um ano. A instabilidade tem sido uma constante nos bastidores do clube, que já passou por quatro mudanças no comando do departamento de futebol e uma verdadeira "dança das cadeiras" entre os treinadores. Desde a chegada do investidor Fillipe Félix, o Botafogo-PB tem enfrentado dificuldades em manter um projeto sólido.
O primeiro técnico da era SAF foi João Burse, que assumiu em novembro de 2024. Apesar de um aproveitamento de 60,78% e a classificação para a terceira fase da Copa do Brasil, Burse foi demitido após o vice-campeonato no Campeonato Paraibano de 2025. Na sequência, Antônio Carlos Zago foi contratado, mas sua passagem foi breve, durando apenas seis jogos, com um aproveitamento de 33,3%.
O ex-jogador, conhecido por sua carreira no Corinthians e São Paulo, não conseguiu o acesso na Série C e foi desligado em maio de 2025. Márcio Fernandes assumiu em seguida, mas também não teve sucesso, deixando o clube após seis partidas e um aproveitamento de apenas 22,2%. A situação se agravou e o Botafogo-PB buscou Evaristo Piza, que já tinha uma história no clube.
Piza conseguiu evitar o rebaixamento, mas não foi mantido para a temporada seguinte, encerrando sua passagem com um aproveitamento de 54,16%. Em janeiro de 2026, o clube optou por Bernardo Franco, que foi demitido em fevereiro após uma goleada de 4 a 1 para o Campinense. Franco teve um aproveitamento de 53% em cinco jogos, mas a pressão por resultados levou à sua saída.
Lisca, conhecido por sua trajetória no futebol brasileiro, chegou ao Botafogo-PB em fevereiro de 2026 e conquistou o título do Campeonato Paraibano. No entanto, sua passagem também foi marcada por turbulências, resultando em sua demissão após 16 jogos e 54,2% de aproveitamento. Agora, Marcelo Fernandes, que foi campeão da Série C de 2025 pela Ponte Preta, assume a missão de trazer estabilidade ao clube.
A expectativa é que o novo técnico consiga implementar um trabalho consistente e evitar mais mudanças no comando técnico. A torcida do Botafogo-PB, que não vê o clube conquistar o estadual há seis anos, deposita suas esperanças em Fernandes, que chega com a responsabilidade de reverter a situação atual. Além das trocas frequentes de treinadores, o departamento de futebol do Botafogo-PB também passou por diversas mudanças.
Foram quatro executivos diferentes desde a implementação da SAF, o que contribui para a instabilidade no clube. O último executivo, Rodrigo Pastana, foi desligado junto com Bernardo Franco, e Maurício Andrade foi contratado para assumir a função. Essa rotatividade no comando do futebol é um reflexo da busca por um modelo de gestão mais eficiente, mas que ainda não se concretizou.
O próximo desafio do Botafogo-PB será na Série C, onde a equipe busca reencontrar o caminho das vitórias. A pressão por resultados é alta, e a torcida espera que Marcelo Fernandes consiga trazer a tão desejada estabilidade ao clube. O futuro do Botafogo-PB depende de uma gestão mais sólida e de um planejamento a longo prazo, que permita ao clube se reerguer e voltar a brigar por títulos.
A continuidade do trabalho de Fernandes será crucial para que o Botafogo-PB possa finalmente encontrar um caminho seguro e promissor no cenário do futebol brasileiro.