Neste Dia das Mães, as jogadoras do Internacional, Sole Jaimes e Kelly Chiavaro, compartilham suas experiências como mães no futebol, revelando os desafios e alegrias de conciliar a maternidade com a carreira esportiva. Ambas estão juntas há cinco anos, tanto dentro quanto fora de campo, e são mães da pequena Aurora, que completou dois anos recentemente. A rotina de Sole e Kelly é um exemplo de como é possível equilibrar a vida profissional e a maternidade, um tema que ainda é pouco discutido no esporte.
Durante um treino das Gurias Coloradas, elas contaram como lidam com as obrigações do futebol e a criação da filha. Sole, atacante argentina de 37 anos, expressou seu desejo de mostrar que é possível ser mãe e continuar jogando: "Eu sempre falei, eu gostaria de mostrar para o time feminino que a gente pode ser mãe, pode ficar grávida, pode voltar a jogar, a gente pode continuar com a nossa vida normal". Kelly, goleira canadense de 29 anos, complementou a fala de Sole, ressaltando a cumplicidade entre elas: "Obviamente no campo nós somos atletas e acho que nós fazemos muito bem ao separar as coisas.
Sempre queremos o melhor para a outra". Essa parceria se estende para a vida pessoal, onde ambas se apoiam na criação de Aurora, que já faz parte do cotidiano do futebol, frequentando o SESC e conhecendo o ambiente do Internacional. A maternidade foi um desejo planejado por ambas.
Sole sempre sonhou em ser mãe de uma menina chamada Aurora, nome escolhido em homenagem à sua própria mãe. O processo de fertilização foi mantido em sigilo até a confirmação da gravidez, e a diferença de idade entre as duas ajudou a definir que seria Sole quem engravidaria. Kelly, que na época jogava no Flamengo, e Sole, no Santos, nunca se enfrentaram como adversárias em campo.
Com a chegada de Aurora, as prioridades mudaram. O futebol continua sendo central na vida das duas, mas agora é compartilhado com a maternidade. Kelly comentou: "Antes, nossa prioridade era o futebol, era a gente.
Agora é ela. Um dia ruim aqui não importa mais quando chegamos em casa". Essa mudança de perspectiva é um reflexo do amor e da responsabilidade que sentem como mães.
Sole e Kelly também falam sobre a rede de apoio que construíram em Porto Alegre, onde vivem longe de suas famílias. Elas destacam que, apesar de contarem com a ajuda de colegas e vizinhos, o suporte principal vem uma da outra: "A verdade é que o nosso suporte somos nós mesmas". Aurora já participou de viagens com as delegações, e as jogadoras se esforçam para que ela cresça em um ambiente seguro e acolhedor.
Sole expressou seu desejo de que a filha tenha liberdade para seguir seus sonhos, seja no futebol ou em qualquer outra área: "Eu só peço saúde para poder vê-la crescer. Se ela quer jogar futebol, pode seguir. E que ela acredite que tudo que ela quer ela pode conquistar, que ela não precisa depender de ninguém".
A história de Sole Jaimes e Kelly Chiavaro é um exemplo inspirador de como é possível ser mãe e atleta ao mesmo tempo, desafiando estereótipos e mostrando que o futebol feminino está em transformação. Elas são parte de um movimento crescente que busca visibilidade e reconhecimento para as mulheres no esporte, provando que a maternidade e a carreira podem coexistir de forma harmoniosa.