O lutador americano Colby Covington, de 38 anos, anunciou sua aposentadoria do UFC, conforme notificação oficial à organização. O ex-campeão interino do peso-meio-médio (77kg) já está listado como "aposentado" no site oficial do Ultimate Fighting Championship (UFC). Covington não compete no MMA desde dezembro de 2024, quando sofreu uma derrota por nocaute técnico para Joaquin Buckley.
Sua luta anterior foi uma derrota por decisão unânime contra Leon Edwards em 2023, na disputa pelo cinturão linear dos meio-médios. A aposentadoria de Covington gera questionamentos sobre sua permanência no MMA, uma vez que ele não se pronunciou oficialmente sobre o tema em suas redes sociais ou em entrevistas. O lutador, conhecido por suas polêmicas e provocações, incluindo críticas aos brasileiros, fez campanha para participar do card do UFC na Casa Branca, mas não obteve resposta da organização.
Essa falta de comunicação levanta dúvidas sobre se sua aposentadoria é definitiva ou se ele pode retornar ao octógono no futuro. Neste ano, Covington tem se dedicado mais ao wrestling, sua disciplina de origem. Ele participou de duas apresentações no evento Real American Freestyle (RAF), uma liga de lutas de wrestling profissional que se diferencia do telecatch por não ter roteiro e seguir de perto as regras da luta livre universitária dos EUA.
Covington venceu Luke Rockhold e Dillon Danis no evento e tem uma luta marcada contra Chris Weidman no dia 30 de maio, o que demonstra que ele ainda busca se manter ativo no esporte, mesmo fora do MMA. No MMA, Covington possui um cartel de 17 vitórias e 5 derrotas, com 12 triunfos e 5 reveses no UFC. Ele se destacou na organização por suas provocações, incluindo uma ocasião em que chamou os brasileiros de "animais imundos" após vencer Demian Maia.
O auge de sua carreira ocorreu entre 2016 e 2019, quando venceu sete lutas consecutivas, incluindo vitórias sobre Rafael dos Anjos e Robbie Lawler. A vitória sobre Rafael, em 2018, lhe rendeu o cinturão interino do peso-meio-médio. No entanto, Covington só disputou o cinturão linear um ano e meio depois, sendo nocauteado por Kamaru Usman no quinto assalto.
Covington teve outras duas oportunidades de conquistar o título linear, em 2021 e 2023, mas perdeu ambas por pontos, para Usman e Edwards, respectivamente. Sua última vitória foi em 2022, uma decisão unânime contra Jorge Masvidal, com quem teve uma relação de amizade que se deteriorou devido a provocações mútuas. Essa rivalidade, que se tornou uma das mais comentadas no UFC, exemplifica o estilo provocador de Covington, que sempre buscou chamar a atenção, tanto dentro quanto fora do octógono.
A aposentadoria de Covington coincide com a recente dispensa de outros lutadores, como a brasileira Mayra "Sheetara" Bueno Silva e o australiano Brad Riddell, que também foram liberados do elenco do UFC. Sheetara, que possui um cartel de 10 vitórias, 7 derrotas, um empate e um "No Contest", está há seis lutas sem vencer, enquanto Riddell, com 10 vitórias e 4 derrotas, perdeu suas últimas três lutas. Essas dispensas refletem um momento de reestruturação dentro da organização, que busca renovar seu elenco e trazer novos talentos para o cenário do MMA.
A aposentadoria de Covington marca o fim de uma era polêmica e cheia de rivalidades no UFC. O lutador, que sempre foi uma figura controversa, deixa um legado de provocações e rivalidades intensas, além de um histórico de lutas memoráveis. Resta saber se essa aposentadoria será definitiva ou se Covington encontrará uma maneira de retornar ao octógono no futuro.
A sua trajetória no MMA, marcada por altos e baixos, certamente será lembrada por muitos fãs do esporte, que acompanharam suas lutas e suas polêmicas ao longo dos anos.