Marca Neymar atrai menos grandes anunciantes na Copa 2026

Por Autor Redação TNRedação TN

Marca Neymar atrai menos grandes anunciantes na Copa 2026

A marca Neymar Jr. tem enfrentado desafios significativos na atração de grandes anunciantes, especialmente com a aproximação da Copa do Mundo de 2026. Apesar de seu impressionante número de 232 milhões de seguidores no Instagram, o que supera a população brasileira, a reputação do jogador tem sido manchada por polêmicas que afastam potenciais patrocinadores.

Especialistas em marketing e propaganda apontam que as controvérsias envolvendo Neymar, tanto dentro quanto fora de campo, têm gerado receios nas marcas em associar suas imagens ao atleta. Historicamente, Neymar sempre foi um ícone publicitário. Em sua primeira Copa do Mundo, em 2014, ele contava com pelo menos sete grandes patrocinadores, incluindo Nike, Santander e Red Bull.

No entanto, a situação mudou drasticamente ao longo dos anos. Na Copa de 2018, o jogador, então no Paris Saint-Germain, tinha uma lista robusta de patrocinadores, mas a quantidade de grandes marcas associadas ao seu nome diminuiu consideravelmente desde então. Atualmente, Neymar está vinculado a apenas três grandes empresas: Puma, Mercado Livre e Red Bull.

A maioria de seus contratos é com marcas de menor visibilidade, como Popper, Tropicool e várias empresas de jogos online. Essa mudança é alarmante, pois representa o menor número de grandes anunciantes que o jogador já teve às vésperas de um Mundial. A convocação de Neymar para a seleção brasileira pode gerar maior visibilidade para as 22 marcas parceiras do atacante, mas a realidade é que a confiança das grandes empresas em associar suas marcas a ele está em declínio.

O impacto de suas ações, como festas durante a pandemia e polêmicas com torcedores, contribui para essa percepção negativa. Em comparação, outros jogadores, como Vinícius Júnior, que possui cerca de 60 milhões de seguidores, têm atraído um número significativamente maior de patrocinadores de peso, com marcas como PlayStation e Pepsi. Isso demonstra que, apesar de Neymar ter uma base de fãs maior, sua imagem não é mais tão atraente para os anunciantes quanto antes.

A situação é ainda mais complexa quando se considera o contexto político. Neymar expressou apoio a Jair Bolsonaro nas eleições de 2022, o que polarizou sua imagem e pode ter afastado alguns patrocinadores que preferem evitar associações com figuras políticas controversas. Especialistas afirmam que, em um ano eleitoral, a exposição a temas políticos pode aumentar o risco para as marcas.

Cecília Russo Troiano, psicóloga e especialista em branding, afirma que associar uma marca ao nome de Neymar é um risco considerável. "Ele não é previsível, tanto dentro quanto fora de campo", diz. Eduardo Mesquita, professor da ESPM, complementa que a gestão da marca Neymar é deficiente, citando seu comportamento controverso como um fator que afasta grandes marcas.

Apesar das dificuldades, a marca Neymar ainda possui um valor significativo. Amir Samoggi, da Sports Value, reconhece que, embora seu desempenho em campo seja errático, ele continua a ser amado pelo público jovem, o que mantém seu apelo comercial. No entanto, a falta de um grande ídolo que possa substituir Neymar na preferência do público é uma preocupação crescente entre os especialistas.

A trajetória de Neymar, marcada por altos e baixos, reflete a complexidade do marketing esportivo contemporâneo. À medida que se aproxima a Copa do Mundo de 2026, a questão permanece: será que Neymar conseguirá recuperar sua posição como um dos atletas mais desejados pelas marcas, ou continuará a ver sua influência diminuir?

Tags: Neymar, Copa do Mundo 2026, patrocinadores, Marca, Polêmicas Fonte: jornaldebrasilia.com.br