Amiga luta por guarda de adolescente autista após morte

Por Autor Redação TNRedação TN

Bianca ao lado de seus dois filhos biológicos e com Felipe, o jovem que tenta adotar após a morte da mãe. Reprodução: Globo

Promessa de amor e responsabilidade

Após a morte da mãe, Josefa Santiago de Albuquerque, Bianca Silva de Holanda, de 30 anos, decidiu lutar na Justiça pela guarda de Felipe Santiago da Costa, de 16 anos. Ele, que vive em Sorocaba (SP), é diagnosticado com autismo, síndrome de Down e apraxia de fala. Bianca tomou essa decisão para cumprir uma promessa feita à amiga, que morreu de câncer, de não abandonar seu filho.

Desafios da Nova Realidade

A amizade entre Bianca e Josefa se fortaleceu ao longo dos anos, unidas pelo desafio de educar filhos com necessidades especiais. Após o falecimento de Josefa, Bianca vem enfrentando dificuldades não apenas emocionais, mas também financeiras, uma vez que o auxílio da Lei Orgânica da Assistência Social (Loas) foi cancelado com a morte da mãe de Felipe. Este benefício, essencial para a manutenção do jovem, deve ser solicitado por um novo responsável legal.

A Luta Jurídica

"Estou lutando na Justiça para ficar com o filho dela e ganhar a guarda dele. ele está comigo desde que ela faleceu," disse Bianca, que busca garantir o futuro de Felipe. A presidente da Comissão do Direito à Adoção da OAB Sorocaba, Marília Machado, destacou a importância de requisitar novamente o auxílio para que Felipe possa continuar a receber o suporte financeiro necessário.

Direito e Adoção

Para Bianca, o processo de adoção já foi iniciado. Marília Machado explica que qualquer pessoa pode adotar, independente de estado civil. O primeiro passo é fazer um cadastro na Vara de Infância e Juventude, informando preferências e condições para a adoção, seguindo-se de um longo processo de avaliação.

Condições e Preparação

Na fase inicial, são exigidos documentos como identificação, antecedentes criminais e atestados de saúde, visando garantir o bem-estar da criança. Adicionalmente, os candidatos passam por um curso de preparação, promovido pela Vara, que prepara os adotantes para o novo papel.

Perspectivas Futuras

Embora Bianca enfrente uma jornada difícil e emocionalmente desgastante, ela se mantém otimista. "O Felipe faz terapia e continua a ter suporte ao meu lado. Estou fazendo rifas para ajudar nas despesas", disse ela, ressaltando a importância de uma rede de apoio. Essa história de laços familiares vai além das tradições, mostrando o verdadeiro significado do amor e da responsabilidade na educação de crianças com necessidades especiais.

Tags: Adoção, Autismo, Sorocaba, Direitos Humanos, Assistência Social Fonte: g1.globo.com